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Mostrando postagens com o rótulo Afrika

Calendário Sons da Áfrika

abrindo esse mês de março, também abrimos a partilha d'este trabalho, ilustrado a quatro mãos, numa colaboração com essa artista tão sensível que é  @lomblinha  . o calendário tem um tantin de contado de 12 instrumentos musicais afrikanos, reconhecendo a importância central da participação de diversos povos do continente mãe na formação da nossa identidade cultural. o calendário sons de afrika já está aberto pra download gratuito (link na Bio), numa pasta no Google Drive. para fazer o download, é só clicar no link da bio e sollicitar o acesso. https://drive.google.com/drive/folders/1RgB2ZRdHzgjaDSOc9X2hSCdEJlcbedj2 além do calendário virtual, estamos recebendo encomendas para versão impressa para envios para todo o brasil, valores e demais info no inbox. Para pedidos: escolanomaddiallo@gmail.com lomblinha@gmail.com Espero que voxês curtam essa viagem pelos sons do continente mãe. Áfrika, começo e fim ☝🏾🌍🌱🌳 . . #calendariosonsdeafrika #sonsdeafrika #instrumentosmusicaisafri...

Árvore da Memória: Darshan Ram . Em Busca de Minha Africanidade

Estivemos com Darshan Ram na Ilha de Itaparica (Bahia) e ouvimos um pouco de suas memórias transatlântikas ... Darshan Ram: Em Busca de Minha Africanidade Eu me chamo Darshan Ram Singh. Este é meu nome dentro da Kundalini Yoga. Eu sou de Cabo Verde. Nasci na Ilha do Fogo e estou há quase 8 anos morando no Brasil, em Fortaleza. Fiz uma formação em Comunicação Social mas n ã o atuo muito na área. Agora tô terminando uma outra forma çã o em Pedagogia e tô ensinando Kundalini Yoga, trabalho com terapias como Reike, Numerologia ... Então ... Eu queria falar um pouco da minha jornada, da minha busca pela Afrika ... parece meio estranho ... "Como Assim? Você Nasceu Na Áfrika ... e busca a Áfrika?"  Meio estranho ... porque se eu busco é porque não tenho algo, porque talvez está faltando alguma coisa ...  Na verdade eu tava sem a minha identidade afrikana. Cabo Verde em si é um país que tem uma crise de identidade por não sabermos quem nós somos.  ...

Kunyaza: Para fazer brotar água sagrada

Estamos em busca de caminhos de descolonizações.  Descolonização corporal, política, religiosa, alimentar, estética, comunitária  ...  Descolonização do pensamento ...  ... Descolonização da medicina ...  ... Descolonização  do trato com a natureza que habita no mundo  e com a natureza que habita em nós ...   Por muito tempo fomos reféns in.conscientes de manobras de inúmeros sistemas opressores, que nos impediram (e seguem nessa mesma intenção) de nos conectar com maneiras ancestrais de EXISTIR (KALA) e compreender os DINGO-DINGO - processos da existência de indivíduos/sujeitos respeitando o espaço sagrado da NATUREZA. Os agressivos processos coloniais pelos quais passamos e pelos quais passaram os ancestrais, serviram como dispositivos de prisão corporal e mental. Dos colonizadores, dentre outras coisas, fomos obrigados a engolir  a VIOLÊNCIA da imposição de uma religiāo e  a VIOLÊNCIA da imposição de s...

A magica geometria sagrada dos Chokwe

Um dia o Sol foi visitar Deus. Deus deu ao Sol uma galinha e disse: "Volte pela manhã antes de partir".  De manhã, o frango cantou e acordou o sol. Quando o Sol foi para Deus, Deus disse: "Você não comeu o frango que eu lhe dei para o jantar. Você pode ficar com o frango, mas voltar aqui todos os dias." É por isso que o Sol circula a terra e sobe todas as manhãs. A Lua também foi visitar Deus e recebeu uma galinha. De manhã, o frango cantou e acordou a lua. Mais uma vez, Deus disse: "Você não comeu o frango que eu lhe dei para o jantar. Você pode ficar com o frango, mas voltar aqui a cada vinte e oito dias". É por isso que o ciclo da Lua dura vinte e oito dias. O humano também foi visitar Deus e recebeu uma galinha. Mas o humano estava com fome depois de uma longa jornada e comeu parte do frango para o jantar. Na manhã seguinte, o Sol já estava alto no céu quando o humano acordou, comeu o resto do frango e correu para ver Deus. Deus ...

O povo Fulani

Donso: Os caçadores do Oeste Afrikano

Tradicionalmente, nos rituais feitos pelos Donso (caçadores) na Afrika Ocidental, o SORA (o cantor) é acompanhado por um ou mais jovens músicos tocando KARIGNAN, um instrumento de percussão feito de metal.  Na maioria das vezes, tocador de Karignan também é um `NAAMU TIGI`, uma pessoa que responde com uma frase naamu ou outra, o que confirma que o cantor está sendo ouvido com atenção. Naamu també m aponta a importância das letras.  A música dos caçadores malienses, como a música dos griots, é composta de versos, em que a história está incluída, e o coro, que realmente define a música, é repetido por jovens músicos que acompanham o cantor principal. As melodias de donso ngoni, que são tão numerosas como as músicas que lhes são cantadas, são um elemento muito importante desta música.

Luvemba e a Ancestralidade

Hoje é dia primeiro de janeiro de 2018.  O último dia de Kwanzaa, quando se celebra Imani.  Fé. Honrar os ancestrais, as tradições e os líderes africanos do passado sobre as adversidades do presente.  Hoje reverencio e honro a este ancestral chamado Bunseki Fu-Kiau, que tem me ensinado outra maneira de perceber e viver o mundo, através de seus escritos, que revelam os fundamentos filosóficos do povo Bakongo.  Há dois anos minha família vem passando por contínuos  ciclos   de morte.  Para mim o fato mais marcante que vivi neste último ano foi estar de mãos dadas com minha Avó no exato momento em que ela fez sua passagem para as terras de Mpemba Kalunga, as raízes da grande árvore, a terra dos ncestrais. Devo cá dizer que essa caminhada de aprofundamento nas bases da Filosofia Bakongo tem me ajudado a lidar com estas experiências de morte de uma maneira profunda e transformadora. Vou com estes ensinamentos desprendendo-me das  mazelas d...

O tambor e a Ancestralidade

Tamani, tambor falante. Marcado pelas formas de uma ampulheta do tempo . . . Conta-se que para o povo Malinké, antes de cortar uma árvore para fazer um Djambé, é necessário pedir licença para o espírito daquela árvore.  . Se a licença for permitida, aquele Djambé Foulá (tocador de Djembé) será protegido por este mesmo espírito, cada vez que for tocar aquele Djambé. . Tambor nasce da força da terra e da seiva que mora na árvore. Tambor nasce do espírito de uma árvore. Nasce da força do animal que deu seu couro para ser tocado. Nasce como nasce um #muntu - um ser vivente. Nasce para ser coração encarnado. Para o povo Bakongo, a árvore está conectada com o Tempo. As raízes são moradas onde descansam os ancestrais. O tronco e os galhos representam nosso próprio Tempo, o Mundo Material.  . O Tronco conecta a Semente lá no Profundo da Terra (na posição do #Diekenga chamada #Mussoni ) ao galho mais alto (na posição #Tukula). Tambor Transmite Mensagens dos Céus Pr...

O mundo e os movimentos da Kalunga . Laboratório Corpo Cabaça

A Mulher e a Cabaça Corpo Cabaça propōe um mergulho dentro do próprio corpo, a partir de exercícios de respiração, cantos ancestrais e movimentos corporais com cabaças e xekeres, a fim de acessar memórias primordiais bloqueadas ou esquecidas. MúsicaDança nos convida a gingar entre duas realidade e fazer girar a própria roda da vida. Cabaças e Xekeres representam uma conexão muito antiga com a Ancestralidade Feminina.  Na Afrika, o Xekere está conectado com tudo o que diz respeito aos ciclos das águas, ao domínio das chuvas e  fertilidade dos campos. Para os Bakongo a fronteira entre os mundos dos vivos e dos ancestrais é considerado como um corpo de água, seja um rio (Nzadi, o grande rio) ou o mar (M'bu), o início e o fim da existência. Neste laboratório, alguns mitos afrikanos que envolvem a cabaça e o xekere tornam-se ponte entre os corpos dos participantes e os fundamentos da filosofia bakongo e sua cosmopercepção, propondo experimentar a filosofia...