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Mostrando postagens com o rótulo capoeira angola

Em busca de minha africanidade: Darshan Ram em Barra Grande

Movimento Mulheres do Mar e Escola Djalo promovem Roda de Conversa com Darshan Ram Dia 1 de abril temos encontro marcado em Barra Grande com  Darshan Ram Sing  , de Cabo Verde, para a roda de conversa "Em Busca da Minha Africanidade", a partir das 17:30, seguida de prática de Kundalini Yoga e fechando com chave de ouro com treino de Capoeira Angola com a Mestra Brisa do Mar!  Se for de vir, venha fortalecer o Movimento! Tragam frutas pra gente partilhar o ajeum! Axe!

Mestre Môa do Katendê e as Represas do Tempo

Moa do Katendê O povo bakongo diz que onde não há  mambu  (dúvidas, conflitos, problemas) o tempo não está se movendo: assim como não existe  moyo  (vida).  Apenas quando os fatos  (dunga)  acontecem, as “coisas” se movem e o caminho da linha do tempo torna-se clara.  Mataram Mestre Môa do Katendê!!!  Mande tocar Iúna, na boca da mata, que hoje o céu e a terra choram, a Bahia e todos nós choramos,  Chora o couro, a cabaça, chora o agogô! Mataram a mim, mataram você. Mataram nossos avós. Mataram nossos vizinhos. Mataram até a moça que vende pipoca no Jardim.  Estão nos matando a cada dia. Mulheres, Pretas, Pretos, Homossexuais, Travestis, Idosos, Pobres, Analfabetos, Crianças ...  E ninguém se atreve a chamar de guerra o que estamos vivendo.  Enquanto isso, a faca cortou a pele macia do mestre. E foram doze!!! As facadas pelas costas. Coisa de capitão do mato, ecos coloniais que se estendem e...

Árvore da Memória: Do outro lado de cá, com Malungo Joab Jo

Assim foi que Joab falou: "Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado.  O Corpo não é o corpo. Só não existe.  O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote.  A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa." Joab Jo Malungo Jundiá . registro de  registro de Christina Shung Meu nome é Joab Jo Malungo Jundiá. A capoeira faz parte da minha vida. Meu primeiro contato com a capoeira foi com 12 anos, mas aos 15 foi quando eu comecei a treinar realmente. E desde lá eu nunca parei. Percorri vários caminhos … caminhos que eu preferi seguir… caminhos que eu preferi voltar e pegar outro caminhos, mas todos eles, mesmo os caminhos que eu voltei, foram me dando bagagem para eu hoje estar aqui. Então é isso ... minha vida é Capoeira …. Gostaria de dizer isso sem ressalva, mas talvez infelizmente ou não… eu não consigo dizer isso sem ressalva, dizer eu sou Capoeira. a gente tem que acres...

Joab Jo Malungo

"Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado.  O Corpo não é o corpo. Só não existe.  O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote. A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa." O corpo é o que não nos deixa perder de nos mesmo. A gente nao perde o corpo nunca. A colonização tentou nos separar de nosso próprio corpo." (Joab Jo)

Reflexão sobre o RedBull paranauê, por Mestre Cobra Mansa

  Estamos simplesmente replicando o pensamento opressor? “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. ( Paulo Freire ). Poderíamos facilmente trocar a palavra educação por capoeira, ao almejar ocupar o lugar do opressor, inconscientemente o indivíduo deseja a manutenção da estrutura social ampla na qual ele hoje se sente oprimido, na esperança que um dia seja ele a oprimir. Estaria a mentalidade colonial tão incutida dentro de nós que não conseguimos nem mais refletir quem fomos, o que somos ou o que estamos fazendo para as futuras gerações? Estamos simplesmente replicando o pensamento opressor? Como lutar por uma decoloneidade corporal, mental e social quando convertemos os nossos símbolos de resistência em simples eventos, espetáculos, porque quando isso acontece converte-se também o que era originalmente perigoso em algo limpo seguro e domesticado, pois retiramos o seu poder de rebeldia. Nós capoeiristas estamos lutando po...