Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo mitologia yoruba

Ayán, Uma Poética Intertextual, por Inaicyra Falcão

Inaicyra Falcão Texto publicado no livro  Pluralidade Cultural e Educação , org. Narcimária Luz, Secretaria da Educação e Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil - SECNEB, Salvador, 1996. . AYÁN, UMA POÉTICA INTERTEXTUAL, por Inaicyra Falcão . INTRODUÇÃO O argumento que pretendo desenvolver neste estudo, é que, para se pensar na tradição africano-brasileira, como forma verdadeiramente expressiva na criação artística, torna-se necessário levar em consideração, os valores da cultura em questão. Considerando-a como agente de integração que pode estabelecer uma coerência, uma organicidade entre a tradição de um povo, e o conhecimento da arte teorizado, possibilitando o enriquecimento da nossa cultura. Trata-se da busca na criação artística, e consequentemente a origem de uma proposta pluricultural na dança-arte-educação brasileira, através da história do indivíduo e da mitologia. Examinando também nesta experiência, a possibilidade de uma base de expressão,...

Iroko, o Coração do Vazio

IROKO, O CORAÇÃO DO VAZIO Nas caudalosas águas do Tempo lavo as pedrinhas de minha alma. Quantas sementes já fui? Em que terra devo mergulhar para gerar fortes raízes? -         Calma, Iroko. A Calma consegue tudo. Foi assim que entendi que dentro das sementes escondem-se todas as pedras da memória do mundo. Tudo o que já sentimos e tocamos. Tudo o que ouvimos - Tudo está adormecido dentro de nossas sementes. Ouço o canto dos Bambus enquanto faz-se e desfaz-se o Tempo em mim, como quem tece uma rede de sonho e encantamento. Foi assim que, numa tarde vento, Tempo VEIO e costurou em meu peito um labirinto de clorofila, terra e seda, todinho enfeitado de flores de Iroko. Quando me sentia estranha, gostava de passear pelos labirintos de meu peito. Sentava, tirava as pedrinhas da alma de dentro de uma trouxinha e começava a lavá-las ... Ficava me alembrando do começo do mundo, quando nasceu Iroko, a primeira árv...