Chove em salvador, chove há dias, sem parar... a chuva de fora já entra dentro. estamos aqui, dentro dessa louca babilônia. e aí me pergunto: o que faço aqui, dentre tantos lugares no mundo onde poderia estar, por que logo aqui, bem no centro da espiral babilônica? porque aqui encontrei mestres e com tais mestres devo aprender algo antes de seguir caminho. babilônia pede por novas sementes, sementes de arte e amor, babilônia pede por carinho, e é aqui que se fortalece o interior do espírito, para que da terra que treme, da terra macia, da terra dos loucos, maltrapilhos, dos travestis, terra de infâmia, malandros, leprosos, dessa terra tão cansada, tão histórica, tão prostituída, possa fluir harmonia e equilíbrio. então me lembrei do conto do griot e sua kora, que sempre nos serve para acalentar em momentos assim, com pouca luz... " um caçador e seu cão procuravam algo para comer no meio da floresta quando se deparam com uma grande árvore. Forte, alta e ...
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