Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo afraka

Kunyaza: Para fazer brotar água sagrada

Estamos em busca de caminhos de descolonizações.  Descolonização corporal, política, religiosa, alimentar, estética, comunitária  ...  Descolonização do pensamento ...  ... Descolonização da medicina ...  ... Descolonização  do trato com a natureza que habita no mundo  e com a natureza que habita em nós ...   Por muito tempo fomos reféns in.conscientes de manobras de inúmeros sistemas opressores, que nos impediram (e seguem nessa mesma intenção) de nos conectar com maneiras ancestrais de EXISTIR (KALA) e compreender os DINGO-DINGO - processos da existência de indivíduos/sujeitos respeitando o espaço sagrado da NATUREZA. Os agressivos processos coloniais pelos quais passamos e pelos quais passaram os ancestrais, serviram como dispositivos de prisão corporal e mental. Dos colonizadores, dentre outras coisas, fomos obrigados a engolir  a VIOLÊNCIA da imposição de uma religiāo e  a VIOLÊNCIA da imposição de s...

Já está no ar o podcast do primeiro programa Djalô Música Nômade

O povo Fulani

Kwanzaa

kwanzaa Nestes caminhos tortuosos em busca da auto-descolonização e da descolonização comunitária, quando chegam as tradicionais festas de fim de ano, é um bom momento para questionarmos a maneira como fomos impostos a abraçar estes rituais coloniais e todo o frenesi do capitalismo que gira ao seu redor, na contemporaneidade. Para mim, sinceramente, não faz mais sentido vivenciar estas festas desta maneira... Me parece muito mais fértil e potente comemorar o Kwanzaa, uma festa criada para celebrar a herança e identidade cultural africana, um portal para vivermos nossa africanidade numa perspectiva panafricanista. Kwanzaa foi celebrado pela primeira vez em 26 de dezembro de 1967, proposta por Maulana Karenga, professor de estudos africanos da Universidade da Califórnia (EUA), em uma época em que houve muitos movimentos anti-racistas naquele país. Kwanzaa vem da expressão "matunda ya kwanza", que significa "primeiros frutos" em swahili, língua original da...

Mas afinal: o que é a Kalunga?

Diekenga. O cosmograma Bakongo - Mas o que é a Kalunga? ( Cada vez que me encontro com Makota, ela me lança a mesma pergunta.) - Makota ... é você quem pode me dizer ... E como uma boa Mestra e conhecedora dos mistérios que muitas vezes não podem ser reverberados em voz alta, ela nada diz ... ... Assim, venho buscando maneiras de compreender dimensões dizíveis e silenciáveis, visíveis e invisíveis destes movimentos filosóficos e espirituais através dos dingo-dingo - os processos pelos quais atravessamos a cada dia ...  . Eu sou uma mãe e uma filha, que há anos vem navegando pelas águas de Kalunga, lutando pela sobrevivência dentro deste corpo biológico, familiar, social, político, natural, cósmico ... A filosofia chegou em minha vida a partir da corporeidade. Sempre tive inclinação para o pensamento. Justamente por isso tive que quebrar vários padrões de pensamento para poder deixar que o ngolo, a força natural do universo, presente também em meu próprio co...

Liagali Mukaiba . Oro Omo Tobi

Processos (Dingo Dingo) de Confecção de Instrumentos Musicais Ancestrais

Origem . Outro dia chegou aqui em casa um pastor daqui de Barra Grande, que também é #luthier de instrumentos musicais. Ele veio curioso, querendo conhecer meu trabalho. Falando sobre seu processo de criação, ele me disse que às vezes se deitava para conversar com Deus e bolar dentro de sua própria cabeça o instrumento, antes de concebê.lo no mundo físico. Como gosto das coisas ditas, eu também lhe expliquei sobre meu próprio processo, que passa por um caminho bem espiritual também, de conexão com a origem do instrumento e com o entorno cultural de onde ele foi criado.  . O pastor me ouvia em silêncio e, para minha surpresa, sempre encontrava alguma referência na Bíblia que justificava e amparava o que eu mesma estava dizendo. . Como minha grande paixão são os instrumentos tradicionais afrikanos, eu tenho que reverenciar a Áfrika em meus processos de criação. Outro dia mesmo, me peguei em transe, trançando mais um #xekere. Eu senti profundamente a alma da #cabaça. El...

A Dança do Transe Gnaoua. Por Mo Maie

os espíritos que iluminam a noite, os espíritos que sopram através do vento, os espíritos que caminham pelas florestas e desertos, os espíritos que fazem tremer montanhas, Os espíritos que enfrentam a tempestade, um cavalo de vento que reina sobre o mar e sobre as espumas do oceano ... somos escravos da pele recém-marcada. seja testemunhas destas marcas, que nunca vão se apagar ºº Canto gnaoui os gnaouas Este ano participei do projeto Dança Afro: Corpo em Estudo. Uma proposta super interessante, em que tivemos vivências com várias mestras e mestres de distintas modalidades de dança afro em Salvador e, ao final da experiência - que durou quase um mês, cada participante concebeu uma proposta de aula de dança. Em minha proposta escolhi trabalhar a dança, o corpo e o transe, inspirada nas experiências de iniciação nos rituais da comunidade gnaoua, no Marrocos, que vivi em 2008, me havendo marcado profundamente. Por estar na Bahia, a idéia foi conectar as influências dos cam...