Uma das manifestações musicais mais ancestrais de Minas Gerais sobrevive na comunidade do Açude, em meio às montanhas da Serra do Cipó. Em novembro de 2004, o presidente Lula premiou com a medalha da Ordem do Mérito Cultural um grupo de moradores de remanescente k ilombo, localizado na Serra do Cipó, região distante 130 quilômetros de Belo Horizonte. Descendentes de afrikanos, a comunidade do Povo do Açude, como é conhecida, preserva até hoje um ritual sagrado de seus ancestrais: o candombe, uma tradição marcada pelo ritmo dos tambus, tambores moldados na madeira pelos ancestrais. Assim, o secular candombe sobrevive ao tempo na serra do Cipó, e ganhou o respeito de todos. “Meus avós me pediram para nunca deixar morrer a tradição”, diz a matriarca Maria das Mercês Santos. Com a ajuda das irmãs Maria Geralda, 68 anos, e Vilma Zeferino, 69 anos, dona Mercês não permite que os tambus se calem. Os ancestrais das três matriarcas vieram do Congo, mais de 200 ano...
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