Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo tempo

Já está no ar o E-book "Árvores . Memórias e Reflorestamentos"

tá no mundo! <link na bio> trabalho tecido por mãos de mulheres, "tempo, o livro das árvores” é uma compilação de relatos orais de estórias de vidas de tradicionalistas, pensadoras, pensadores, artistas, mestras e mestres da cultura popular em áfrica, brasil e américa latina, que vem sendo reunidas desde 2013.  a concepção do e-livro baseia-se na ideia do reflorestamento cultural, a partir da escuta sensível de estórias de vidas como caminho para combater estruturas sociais racistas, genocidas, machistas e ecocidas. foram tempos intensos de ensonhar, caminhar, escutar, quebrar, reconstruir, organizar, escrivinhar, criar, traduzir, revisar, aprender, trocar e partilhar com as mulheres incríveis que trabalharam juntas pra transformar esse sonho num livro digital. agradecendo enormemente a todas as forças invisíveis e visíveis que nos permitiram chegar até aqui, honrando todas as estórias sentidas debaixo das árvores da memória... e.book ÁRVORES.memórias.e.reflorestamentos ...

Mestre Môa do Katendê e as Represas do Tempo

Moa do Katendê O povo bakongo diz que onde não há  mambu  (dúvidas, conflitos, problemas) o tempo não está se movendo: assim como não existe  moyo  (vida).  Apenas quando os fatos  (dunga)  acontecem, as “coisas” se movem e o caminho da linha do tempo torna-se clara.  Mataram Mestre Môa do Katendê!!!  Mande tocar Iúna, na boca da mata, que hoje o céu e a terra choram, a Bahia e todos nós choramos,  Chora o couro, a cabaça, chora o agogô! Mataram a mim, mataram você. Mataram nossos avós. Mataram nossos vizinhos. Mataram até a moça que vende pipoca no Jardim.  Estão nos matando a cada dia. Mulheres, Pretas, Pretos, Homossexuais, Travestis, Idosos, Pobres, Analfabetos, Crianças ...  E ninguém se atreve a chamar de guerra o que estamos vivendo.  Enquanto isso, a faca cortou a pele macia do mestre. E foram doze!!! As facadas pelas costas. Coisa de capitão do mato, ecos coloniais que se estendem e...

Iroko, o Coração do Vazio

IROKO, O CORAÇÃO DO VAZIO Nas caudalosas águas do Tempo lavo as pedrinhas de minha alma. Quantas sementes já fui? Em que terra devo mergulhar para gerar fortes raízes? -         Calma, Iroko. A Calma consegue tudo. Foi assim que entendi que dentro das sementes escondem-se todas as pedras da memória do mundo. Tudo o que já sentimos e tocamos. Tudo o que ouvimos - Tudo está adormecido dentro de nossas sementes. Ouço o canto dos Bambus enquanto faz-se e desfaz-se o Tempo em mim, como quem tece uma rede de sonho e encantamento. Foi assim que, numa tarde vento, Tempo VEIO e costurou em meu peito um labirinto de clorofila, terra e seda, todinho enfeitado de flores de Iroko. Quando me sentia estranha, gostava de passear pelos labirintos de meu peito. Sentava, tirava as pedrinhas da alma de dentro de uma trouxinha e começava a lavá-las ... Ficava me alembrando do começo do mundo, quando nasceu Iroko, a primeira árv...

Ntangu Tandu Kolo: O Conceito Bantu.Kongo do Tempo

NTANGU, TANDU, KOLO, O conceito Bantu Kongo do Tempo TRADUÇÃO do original NTANGU TANDU KOLO, The Bantu-Kongo Concept of Time Autor: FU-KIAU, B. K. K.  Originalmente publicado em: ADJAYE, J. K. (Org.). Time in the Black experience: Contributions in AfroAmerican and African studies. London, 1994. Traduzido para uso didático por Mo Maiê (2016)     .           Tempo Cósmico Bakongo: Tandu Kiayalanganangana Esse capítulo discute os conceitos do tempo para os povos nativos do Kongo do Centro-Oeste da África.  “Kongo” refere-se a um grupo cultural, linguístico e histórico de pessoas que descendem do grande grupo Bantu que migrou do sul da região do Rio Benue (atualmente Nigéria) para a floresta equatorial do centro-oeste africano e proximidades.  Remontando ao segundo milênio A.C., lentamente aconteceram ondas migratórias de comunidades Bantu em direção ao sul, processo que fez com que a maioria dos africanos que vivem ...