Em um apartamento da Rua Peu de La Creu do mítico bairro do Raval, em Barcelona, conhecido por bairro Chino, por abrigar milhares e milhares de estrangeiros, nos encontramos quatro músicos vindos de diferentes partes do mundo para gravar um experimento sonoro transcultural. O apartamento não era um apartamento qualquer. Era a base e laboratório de criações do músico Chumo, um músico da República de Camarões que vive há tempos na Espanha. Também estavam uma flautista da Bulgária, chamada Hristina Stoycheva Stanoeva e um músico multi-instrumentista de Burkina Faso, o Shaka. A maneira como Chumo conduzia o processo transformou uma simples gravação em um ritual. As palmas das mãos se tocavam, unindo terra e céu, dia e noite, vida e morte. Chumo nos propôs de que cada um dissesse uma palavra em uma língua de seu país. Para mim o português não é nossa língua mãe, então escolhi u...
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