Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo minas de ouro

bateia do ouro negro

clamo meu canto pela memória de tantos que aqui chegaram  e de quantos daqui jamais partiram por essas ladeiras que ecoam  gritos perdidos  gemidos tragados  pavores vividos em nome do ouro n´além mar coroado no ventre anônimo  de negras rainhas foi onde gerou-se a estranha fecundação mulheres, pelas paredes enfileiradas ouviam o riso  de um caburé que a todas penetrava,  sob o mando do capataz, cheirando a aguardente sem amor, sem cafuné enquanto que seus homens castrados engoliam seus soluços de escravizados e pelo túnel das minas sob o grito da xibata,  caminhavam com seus pés descalços pelos gélidos tapetes minerais assim nasceram crianças  que jamais crianças foram que pelas minas entravam  cantando  cantares de lavouro catando pedrinhas d´ouro clamo meu canto pela memória de cada gota do ferro que brota na água e no sangue que por essas paredes  se escondem atrás de segredos da senz...