Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo O tambor e a Ancestralidade

Árvore da Memória: Doudou Rose "Griô não é sangue, é osso"

http://www.colecaodjalo.contactin.bio/ Doudou Rose: "Griô não é sangue, é osso" . Estamos em Salvador da Bahia com o senegalês Doudou Rose, mestre Griô que vai partilhar um pouco de suas estórias conosco … é um pouco porque ele tem tantas estórias que não caberiam dentro de um livro só! Doudou: Boa tarde, Mame Diarra … é verdade … eu tenho uma estória muito grande que não cabe mesmo num livro … uma estória muito grande por parte de meu pai. Eu sou neto de Sengh Sengh … O Que é Sengh Sengh? Sengh Sengh Faye é primeiro Griô de Dakar, no Senegal. Nasci numa família muito grande, uma família de Griô … Griôs são os contadores de historias de Africa … Se não era o Griô ninguém sabe o que é Africa.  Nasceu minha família pra contar o que é Africa, o que é minha terra, o que é Senegal … Tô aqui no Brasil pra representar Senegal e a cultura africana, a cultura de Griô.  Tem doze anos que trabalho aqui com a Escola Municipal através de Historia de Africa e histór...

Djambê . A Alma do Oeste Afrikano

Djambé Acredita-se que o Djambe tenha surgido nos anos 900 AC, entre o povo Maninka, embora alguns dados fazem parecer que este instrumento tenha originado em 1300 AC, no território hoje chamado Mali. Com o tempo, o Djembe emigrou para outras áreas, como Senegal, Nigéria, Guiné, Costa do Marfim e Burkina Faso.  Acredita-se que tenha sido criado por artesãos Numu, considerados os guardiões de certos poderes. Eles foram responsáveis ​​por esculpir o corpo de djembes e tocá-los. O djembe é conhecido em tais lugares como o tambor de cura pela sua grande potência, que foi utilizado em ritos sagrados, nascimentos, casamentos e enterros, acompanhados por outros instrumentos, tais como a dum dum, o balafone e o Shekere. Conta a tradição oral, que em momentos de guerras e lutas entre diferentes clãs, os djambefolás (tocadores de djambé) ficavam na vanguarda, na linha de frente dos ataques às suas comunidades ... tocavam o couro do instrumento, anunciando o terror, clama...

O tambor e a Ancestralidade

Tamani, tambor falante. Marcado pelas formas de uma ampulheta do tempo . . . Conta-se que para o povo Malinké, antes de cortar uma árvore para fazer um Djambé, é necessário pedir licença para o espírito daquela árvore.  . Se a licença for permitida, aquele Djambé Foulá (tocador de Djembé) será protegido por este mesmo espírito, cada vez que for tocar aquele Djambé. . Tambor nasce da força da terra e da seiva que mora na árvore. Tambor nasce do espírito de uma árvore. Nasce da força do animal que deu seu couro para ser tocado. Nasce como nasce um #muntu - um ser vivente. Nasce para ser coração encarnado. Para o povo Bakongo, a árvore está conectada com o Tempo. As raízes são moradas onde descansam os ancestrais. O tronco e os galhos representam nosso próprio Tempo, o Mundo Material.  . O Tronco conecta a Semente lá no Profundo da Terra (na posição do #Diekenga chamada #Mussoni ) ao galho mais alto (na posição #Tukula). Tambor Transmite Mensagens dos Céus Pr...