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ciranda kindezi: refletindo sobre a arte kongo de cuidar das crianças na pós pandemia

Ciranda Kindezi  Convidamos você para o primeiro ciclo de uma roda de estudos sobre KINDEZI, a arte kongo de cuidar de crianças, buscando compreender como os ensinamentos ancestrais que nos trazem Mestre Bunseki Kia Fukiau e Mestra Lukondo Wamba podem nos trazer novas compreensões nesta experiencia de vida e de educação nos tempos pós pandêmicos, pensando nas realidades do ensino público brasileiro. Serão 4 sessões.ciclos via zoom, tendo início com o ciclo Mussoni, dia 31/08/2021 . às 19:00 h Os encontros serão mediados por diferentes arte educadoras ao longo do programa. Neste primeiro ciclo as mediadoras serão  Solange Simões (arte educadora, pesquisadora, artista e idealizadora do projeto Mundo Novo) e Mo Maie (arte educadora e tradutora do Livro Kindezi para o brasileiro português, em 2017). Para participar, basta solicitar a senha através de msg Inbox para perfis @djalo.nomad ou @projeto_mundonovo (Instagram) Kindezi movimenta toda a comunidade bakongo, que considera a cr...

Palo Monte Mayombe . dikenga

 

A Hora Cheia

http://www.colecaodjalo.contactin.bio/               Ancestralidade e Corpo Os bakongo concebem o Tempo como "O Movimento da Energia Consciente dentro da Matéria Biológica/Corpo, no caminho tanto individual, quanto do ciclo cósmico universal da vida e dos sistemas sociais". (FUKIAU) . Falar sobre o tempo é falar sobre suas “REPRESAS DO TEMPO” (nascimentos, guerras, casamentos, funerais, pandemias, caçadas, colheitas e assim por diante). Assim, ESTAR NO TEMPO não é APENAS IR ATRAVÉS DELE, mas também experimentar a vida caminhando pelas REPRESAS DO TEMPO. Dentro dos movimentos do tempo, estamos vivendo o que o povo bakongo chama de Explosão de uma grande "REPRESA DO TEMPO" ("n´kama mia ntangu"), momento que é um marco. Estamos vivendo um marco para todas as pessoas do mundo. Estamos presentes no próprio tempo? Estamos "Afinados com o fluir da energia viva, compartilhando sua melodia?" (FUKIAU) "Estou no tempo presente a fim de entender o ...

Mestre Môa do Katendê e as Represas do Tempo

Moa do Katendê O povo bakongo diz que onde não há  mambu  (dúvidas, conflitos, problemas) o tempo não está se movendo: assim como não existe  moyo  (vida).  Apenas quando os fatos  (dunga)  acontecem, as “coisas” se movem e o caminho da linha do tempo torna-se clara.  Mataram Mestre Môa do Katendê!!!  Mande tocar Iúna, na boca da mata, que hoje o céu e a terra choram, a Bahia e todos nós choramos,  Chora o couro, a cabaça, chora o agogô! Mataram a mim, mataram você. Mataram nossos avós. Mataram nossos vizinhos. Mataram até a moça que vende pipoca no Jardim.  Estão nos matando a cada dia. Mulheres, Pretas, Pretos, Homossexuais, Travestis, Idosos, Pobres, Analfabetos, Crianças ...  E ninguém se atreve a chamar de guerra o que estamos vivendo.  Enquanto isso, a faca cortou a pele macia do mestre. E foram doze!!! As facadas pelas costas. Coisa de capitão do mato, ecos coloniais que se estendem e...

Árvore da Memória: Do outro lado de cá, com Malungo Joab Jo

Assim foi que Joab falou: "Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado.  O Corpo não é o corpo. Só não existe.  O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote.  A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa." Joab Jo Malungo Jundiá . registro de  registro de Christina Shung Meu nome é Joab Jo Malungo Jundiá. A capoeira faz parte da minha vida. Meu primeiro contato com a capoeira foi com 12 anos, mas aos 15 foi quando eu comecei a treinar realmente. E desde lá eu nunca parei. Percorri vários caminhos … caminhos que eu preferi seguir… caminhos que eu preferi voltar e pegar outro caminhos, mas todos eles, mesmo os caminhos que eu voltei, foram me dando bagagem para eu hoje estar aqui. Então é isso ... minha vida é Capoeira …. Gostaria de dizer isso sem ressalva, mas talvez infelizmente ou não… eu não consigo dizer isso sem ressalva, dizer eu sou Capoeira. a gente tem que acres...