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grióti, o griô brasileiro

  A palavra “griô” é um abrasileiramento de “griot”, termo que define um amplo instrumental para buscar compreender o universo da complexa e fascinante trama das tradições orais afrikanas e afro-diaspóricas. Áfrika é diversa, seus povos estão em movimentos, suas línguas estão vivas e cada um de seus povos tem suas próprias formas de transmitir seus conhecimentos ancestrais. Considerando-se a vastidão territorial, a riqueza e a pluridiversidade cultural do continente mãe, não vale buscar compreender quem são, como são, onde estão, como trabalham e vivem as mestras e mestres tradicionalistas colocando-lhes num único bojo, como se fossem uma massa homogênea, lhes categorizando de forma simplista como membros de uma “casta”, termo que está sob crescente ataque, sendo apontado como uma distorção das estruturas sociais do oeste afrikano. Para os Yorubás, o mestre da oralidade é chamado de Akapalo, “aquele que guarda e transmite a memória de seu povo”; em Wolof, o tradicionalista se chama...

O poder da palavra encarnada: a força da tradição oral

quadro de Roberto Oswaldo Griot, um griô brasileiro O mundo todo cabe dentro de uma história. Qualquer lugar é lugar pra se contar uma história. A tradição griô nos ensina que o terreiro de nossa casa é o primeiro lugar onde a contação acontece. De forma orgânica, natural. Sao os causos que nos contam nossas mães, nossas avós que nos levam a viajar pelos lugares mais fantásticos de nossas infâncias, lugares que vão nos marcar profundamente pelo resto de nossas vidas. Na semana passada finalmente tive meu primeiro contato real com a "Pedagogia griô", que vem sendo desenvolvida por educadores do Projeto  Grãos de Luz e Griô, com sede em Lençóis, na Chapada da Dimantina . Participei de uma vivência promovida por jovens multiplicadores da metodologia em um Festival de Arte Negra, em Salvador.  Quatro jovens nos levaram a caminhar através de rodas de diálogo e troca, através de cantos e histórias que aprenderam através de  anciões ...

Árvore da Memória: A arte preta de Oswaldo Griot

                                                    (Um Rei é Forte, um Rei é Justo, um Rei é a Força da Obra, que conta uma história de uma conjunção específica) Essa conversa foi realizada em abril de 2014, na casa do pintor Griot, localizada à Rua do Passo, 48 – Pelourinho, Salvador. Mo: Por favor, seu nome completo? Griot: Roberto Oswaldo. Só. Só isso. Meu nome é Orador, Dom da Palavra, 171. Eu devia assinar assim! Orador, Dom da Palavra, 171. Por que 171? Um contador de histórias. Eu sou um 171 profissional. Minha vida inteira, eu fui um 171. Só que deixa de ser uma cascata, para ser um conteúdo histórico. Por exemplo, o encontro meu com Deus, o encontro da verdade que é amor. Do que é a arte em si. Da arte preta, que eu não faço arte negra. O Brasil todo é negro. A arte negra é coisa da etnia negra. Eu sou um artista da etnia preta. Pre...

Um Griot mora no andar debaixo . O Griô Brasileiro

C O L E Ç Ã O  .   D J A L O     .   PELOURINHO     . . . SALVADOR . . .    2012 Art By Roberto Oswaldo Griot (Brasil) um senhor jovem velho griô mora no andar de baixo. é pintor, mas disse quem sabe deixar de ser. um griô pode deixar de ser um griô? cada história sua foi escrita em forma de cor e de formas. suas pinturas são suas cartas.