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Mostrando postagens com o rótulo africanidades

Árvore da Memória: Elaine Una

Estamos aqui nessa terra sagrada que é Pernambuco, debaixo de um tamarineiro centenário e estou muito feliz, ao lado de uma mulher muito especial, que vai partilhar com a gente um pouco de suas histórias! Debaixo de um tamarineiro centenário, fomos ouvir as histórias de Elaine Una Meu nome é Elaine Una, na verdade meu nome é Elaine Gomes, mas essa coisa do Una veio já  dessa busca destas memórias dessa minha relação indígena brasileira ... Eu fui conversando com as pessoas da minha família para tentar entender de onde a gente vinha, porque minha avó fenotipicamente era indígena e essa memória se perdia na minha família e as pessoas não conversavam sobre essa grande diferença que existia entre as feições e os traços dela e do meu avô, que já tinha o fenótipos de branco, português… E as pessoas tratavam com muita naturalidade, chegando até a mim essa mistura eu fiquei interessada em saber … E aí conversando com algumas pessoas da minha família, me diziam "A gente veio d...

A visão Bantu Kongo da sacralidade do Mundo Natural. Por Kimbwandende Kia Bunseki Fu­Kiau. Tradução portuguesa por Valdina O. Pinto

A visão Bakonga do Mundo Natural. Por Bunseki Fu Kiau . Tradução Makota Valdina O mundo natural para o povo Bântu, é a totalidade de totalidades amarradas acima como um pacote (futu) por Kalunga, a energia superior e mais completa, dentro e em volta de cada coisa no interior do universo ( luyalungunu). Nossa Terra, o “pacote de essências/medicamentos” (futu dia n’kisi) para a vida na Terra, é parte dessa totalidade de totalidades. É vida. É o que é, visível e invisível. É a ligação do todo em um através do processo de vida e viver ( dingo­dingo dia môyo ye zinga). É o que nós somos porque nós somos uma parte disso. É o que mantém cada coisa na Terra e no Universo em seu lugar. O conceito Bântu­Kôngo da sacralidade do mundo natural é simples e claro. Tem­se que deixá­ los definir o nosso planeta com suas próprias palavras: “Aos olhos do povo Africano, especialmente aqueles em contato com os ensinamentos das antigas escolas Africanas, a Terra, nosso pla...

Os Himba e A Música da Alma

                               Pelo norte da Namíbia e nas margens do rio Kunene existe um povo  semi- nômade  conhecido como Himba.  Os Himba consideram como o dia em que sua mãe decide ter um bebê a data de nascimento de suas crianças . Mãe Himba e seu filho Quando uma mulher Himba decide ter um filho, ela sai e se senta sozinha debaixo de uma árvore, até ouvir a música da criança que quer vir. D epois que ela ouviu a música desta criança, ela volta para o homem que será o pai da criança e ensina-lhe a canção.  E então, quando eles fazem amor para conceber fisicamente a criança, eles cantam a canção da criança, como uma forma de convidar o filho a encarnar. Logo, quando a mulher fica grávida, ensina a música que da criança para as parteiras e as mulheres mais velhas da comunidade, para que quando a criança nasce, todas as pessoas ao seu redor poss...