Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo capoeira

Árvore da Memória: Do outro lado de cá, com Malungo Joab Jo

Assim foi que Joab falou: "Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado.  O Corpo não é o corpo. Só não existe.  O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote.  A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa." Joab Jo Malungo Jundiá . registro de  registro de Christina Shung Meu nome é Joab Jo Malungo Jundiá. A capoeira faz parte da minha vida. Meu primeiro contato com a capoeira foi com 12 anos, mas aos 15 foi quando eu comecei a treinar realmente. E desde lá eu nunca parei. Percorri vários caminhos … caminhos que eu preferi seguir… caminhos que eu preferi voltar e pegar outro caminhos, mas todos eles, mesmo os caminhos que eu voltei, foram me dando bagagem para eu hoje estar aqui. Então é isso ... minha vida é Capoeira …. Gostaria de dizer isso sem ressalva, mas talvez infelizmente ou não… eu não consigo dizer isso sem ressalva, dizer eu sou Capoeira. a gente tem que acres...

Joab Jo Malungo

"Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado.  O Corpo não é o corpo. Só não existe.  O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote. A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa." O corpo é o que não nos deixa perder de nos mesmo. A gente nao perde o corpo nunca. A colonização tentou nos separar de nosso próprio corpo." (Joab Jo)

Reflexão sobre o RedBull paranauê, por Mestre Cobra Mansa

  Estamos simplesmente replicando o pensamento opressor? “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. ( Paulo Freire ). Poderíamos facilmente trocar a palavra educação por capoeira, ao almejar ocupar o lugar do opressor, inconscientemente o indivíduo deseja a manutenção da estrutura social ampla na qual ele hoje se sente oprimido, na esperança que um dia seja ele a oprimir. Estaria a mentalidade colonial tão incutida dentro de nós que não conseguimos nem mais refletir quem fomos, o que somos ou o que estamos fazendo para as futuras gerações? Estamos simplesmente replicando o pensamento opressor? Como lutar por uma decoloneidade corporal, mental e social quando convertemos os nossos símbolos de resistência em simples eventos, espetáculos, porque quando isso acontece converte-se também o que era originalmente perigoso em algo limpo seguro e domesticado, pois retiramos o seu poder de rebeldia. Nós capoeiristas estamos lutando po...

Árvore da memória: Dimitri Dracius e os Caminhos da Mandinga

Aula de Ladja e Danmye . Permangola 2018 Dimitri Dracius nos fala um pouco sobre sua vida e sua conexão com a Capoeira e a Ladja, luta marcial da Martinica, seu país de origem,  a Martinica . . . Meu nome é Dimitri Dracius. Nasci na Martinica. Sempre fui uma criança que gostava de dançar. Eu gosto do ritmo. Meu pai era apaixonado de salsa, apaixonado de percussão. Então eu nasci numa casa que tinha muita música.   Principalmente do Caribe. A Martinica é um lugar com 95% de negros. Então, uma cultura musical, uma cultura de dança. A gente tem várias danças. Tem o Zouk, tem música tradicional, mas ao mesmo tempo eu não tinha muita ligação com isso.  Eu nasci dançando. Quando cheguei na idade de 13, 14, 15 ... gostava de brincar um pouco de imitar as pessoas da Ladja com amigos. A gente tentava fazer o golpe para imitar eles,  mas neste tempo a gente não valorizava nossa cultura. Com 18, 19 anos eu fui pra Canadá.  Lá eu descobri a Ca...