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Ợya

oiá Assim como os raios, relâmpagos e trovões são atribuídos a Sàngó, os fortes ventos e as tempestades são considerados expressões do descontentamento de Ọya. A origem mítica do rio Níger (Odo Ọya) é associada, também, a esta divindade. Um odu de Ifá, apresentado por Salami (1990), faz a seguinte narração dessa origem:  "Em tempos de guerra, o rei dos Nupe consultou o oráculo para saber como prevenir-se contra uma invasão. Ifá disse ao rei que, caso encurralado, desse uma peça de tecido negro para ser rasgado por uma virgem. Entre as virgens, o rei elegeu sua própria filha. Diante do pai, dos oráculos e generais, a jovem rasgou o tecido negro: O ya - Ela cortou. Atirou as duas partes no chão, sob o olhar esperançoso do povo Nupe. O pano transformou-se em negras águas que começaram a fluir, transformando o núcleo do reino numa ilha protegida. Alguns mitos a apresentam como originária da cidade de Irá. Outros, como nascida na ilha fluvial de Jebba, em terra Nupe, també...