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Mostrando postagens com o rótulo 2 de julho

Iansã, a Mãe de Nove Filhos

iansã, a mãe de nove filhos chove, choveu, chovia, chovendo. e nós, à procura de casa. debaixo de tanta chuva nessa babilônia... ventava, ventou e ventará. um vento desses que na hora a gente não entende direito, mas que traz presságios e vestígios. foi o vento e a tempestade que trouxeram o xicote da senhora dos ventos que mandou pra longe o que não prestava pra gente naquele momento. depois a madrinha riu sua gargalhada de ébano quando tudo foi se encaixando, ainda que nós mesmos não entendíamos muito das coisas... aquelas escadarias manchadas por onde subiram os degredados e por onde ainda sobem. ali naquela praça lá em baixo era onde os escravos apanhavam em público. mas era no dois de julho, pelos lados da rua da forca que eram assassinados, enforcados. depois tinham suas cabeças lançadas pela rua das cabeças.  "essa rua é problemática (..) castro alves foi o primeiro saci da história da bahia. saci pererê mesmo, com uma perna só. ele pe...

pequeno tratado sobre a vadiação

                        agora que somos barco nomad, embarcação sedenta, errante, em buscas, entre rotas, entre lutas, corpo agora é obra aberta, porto, âncora, escola. salvador, seus contrastes e ensinamentos. estórias adentrando pelas entranhas, estórias vivas, veias vias abertas, em constante transmutação, retrocesso e evolução. terra de caboclos, pretas rainhas, faraós e guerreiros. pretos que conseguiram mudar os rumos de suas sinas. "negro não deve olhar pro chão, que a escravidão acabou. negro olha pra frente..." ... "você nunca vai aprender capoeira se não se interessar pela musicalidade do samba, a musicalidade do povo africano, pelos ritmos, jeito de se vestir, jeito de falar, a maneira de se comportar"... assim nos diz mestre rené, mestre kapuera. sapo siri sabiá canarinho de aruanda, quem matou meu curió. kapuera doce refúgio. kapuera dança bonita, mandinguera bandera, estandarte, resistência. ...