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Fela, O Conto Do Vento

Conto do Vento A Noite Acabava De Parir O Dia.  E Tudo Se Repetiria Mais Uma Vez,  No Amanhecer. Uma mulher deu um longo  grito   de prazer e dor,  deixando escapar de suas mãos uma revoada de pássaros ...   - Nasceu Sol Vivo …  gemeu a Mãe -  Nasceu Minino  ...   Era outono e na Maloca de chão batido,  Caiu guerreiro nos braços da Tia.  . . (vai pra guerra   - sussurrou) Tia foi, pegou, cortou o cordão e tomou a placenta.  Enterrou tudo ali mesmo, debaixo do chão.  Como ventava muito, ele ganhou o nome Fela.  Como quem surge da Ventania.  - Da vida, meu filho? Queremos Boi …  A Mãe Ia falando e sentindo o Vento Arrodear sua saia. - Pedimos Chuva pros bois Sobreviver …  ... (E o Vento Vinha) ….       Pedimos Chuva  Pra molhar a Terra …   ... ( E o Vento Ia) ...       Acendemos o Fogo...

portas da memória. assim nasce uma kora brasileira. fela kala kora

Kora. Fela. nasce mais uma kora brasileira . . Toda diáspora é a passagem de um mundo de unidade para multilicidade. É isso o que é importante em todos os movimentos do mundo. é o que diz Edouard Glissant .  Sete cordas curam o passado. Sete cordas harmonizam o presente.  Sete cordas protegem o futuro. . A cabaça é a terra. A pele, os animais. As cordas, as plantas e árvores. O aro do metal, a magia. . Pelo que se tem notícia, a Kora nasce na Afrika Ocidental Mandengue Malinké. É um instrumento sagrado em territórios africanos, envolto por uma aura de magia e espiritualidade.  Está ligada à sabedoria divina e, ao mesmo tempo, conecta o céu com a terra, com o cotidiano e a continuidade da vida tribal, por ser suporte sonoro espiritual dos rituais de canto e contação de histórias dos Djelis ou griôs, como chamamos por aqui no Brasil.  . A Kora,  com sua beleza e delicadeza abrange e perpassa diversos aspectos da sociedade tribal malinké, como...