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Mostrando postagens com o rótulo áfrica bantu

Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil

E m maio se comemora o mês da Áfrika. 🌹 Rosa Maria Egipcíaca é simplesmente a primeira africana-brasileira a ter escrito um livro, do qual restaram páginas manuscritas. A mulher negra e africana do século XVIII, tanto em África como na diáspora afro-americana e no Brasil, sobre quem se dispõe mais detalhes documentados sobre sua vida, sonhos, escritos e paixão. Hoje saiu texto em homenagem a esta mulher. Parece que a força dela anda reverberando pelas ruas da cidade de Mariana. Nos levando a relembrar do que não podemos mais esquecer .. . Chamada por alguns de santa e por outros de puta, a preta Rosa Egipcíaca por aqui passou maus bocados com as pressões advindas da Igreja, mas também das próprias mulheres desta sociedade tradicional e opressora, sede do poder católico em Minas Gerais. "Vou aprender a ler, para ensinar meus camaradas". Abaixo um texto sobre a vida de Rosa baseada em um texto de Luiz Motti, o escritor do livro ROSA EGIPCÍACA: UMA SANTA AFRICANA NO ...

Bwiti e Ngombi. Música e Ritual bakongo

Ritual Bwiti, do Gabão A linha de Kalunga, os fluxos desta Kalunga vão nos levando pelos mares transatlânticos... Vamos Seguindo as linhas de navegação sem pressa, honrando e agradecendo.  Estou há um tempo concebendo uma vivência que une filosofia bantu, música e consciência corporal. Percebendo a necessidade de ancorar os trabalhos desta vivência em uma família de instrumentos musicais, minha caminhada vem me levando aos arcos e harpas afrikanas. Cheguei desta vez, depois de muita meditação, ao precioso instrumento musical chamado Ngombi, um instrumento de cordas, uma harpa, muito comum no Gabão. O Ngombi é usado durante os rituais de Bwit, religião do povo Mitsogo, neste país. A Áfrika é muito conhecida por seus tambores, mas pouco se fala da riqueza das cordas afrikanas. Isso bem me disse um amigo de Guiné Bissau. Mas a Harpa existe desde os tempos do antigo Egito, Kemet, a terra negra.  As antigas harpas de Kemet datam de mais de 5.000 anos e eram usadas no...

Kindezi: a cura para a família Africana e sua reconstrução cultural

"A resposta para a reconstrução cultural africana encontra-se em Sankofa, a recuperação dos processos que tornam-se os fios de nossa colcha de retalhos cultural. Kindezi é o mais valioso bem primário para a (re)socialização, para o afro-centrismo, a cura para a família Africana e sua reconstrução cultural. Kindezi diz-lhe como ensinar seus filhos (e você mesmo) A SER AFRICANO!" (intro Kindezi por Marimba Ani) ::: "As pessoas idosas nas sociedades bantu em geral, e entre os Kô ngo em particular, constituem uma força social poderosa da antiga arte de Kindezi, a arte sem traço no mundo acadêmico. Se os idosos são fisicamente fracos e não podem mais participar economicamente como uma força produtiva na comunidade, eles ainda são mental e espiritualmente fortes e sábios o suficiente, não apenas para manter a comunidade unida, mas sobretudo para construir a base moral da comunidade jovem e das gerações vindouras. Uma pessoa idosa, como uma pessoa jovem, é considerada...

Plantio de Cabaças e Estudo de Kindezi na Sala Verde

Walèmbwa leia kalèndi bakula ntoko za môyo ngâtu za buta mu zola ko. “Quem jamais cuidar de um bebê” – diz um provérbio Kôngo, “nunca entenderá a beleza da vida nem a de educar com amor”. Kindezi: Arte Kôngo de Cuidar de Crianças Nessa lua cheia de julho vai dançar a SALA VERDE KINDEZI com o BOI TUTU MARAMBÁ na comunidade de Barra Grande, na Ilha de Itaparica. A Sala Verde Kindezi nasce no bairro da Mata dos Leões. Além do auto do boi, vamos ter roda de conversa sobre KINDEZI (a arte bakongo de cuidar de crianças) com plantio de sementes de cabaça, pra futura produção de berimbaus e instrumentos ancestrais afroameríndios. Quem vai nos ensinar a plantar vai ser  Lourdes Santiago  e  Celine Ruggeri Lima  , moradora da comunidade de Barra Grande. Se vier para acampar, traga sua barraca. A comida será feita entre todos, então traga sua colaboração. Não se esqueça da água, frutas e repelente. Para participar do evento, a contribuição é voluntária. Cuid...

Capoeira Angola

              Para falar de capoeira, é preciso pedir licença antes. Porque para nós capoeiristas a capoeira é uma coisa sagrada. Cada pessoa tem seu próprio jeito de jogar. Cada pessoa, conforme seu corpo/espírito vai aprendendo sua própria maneira de desenvolver seu ngolo . Mestre Damião Mestre Paulo Brasa Mestre Cobra Mansa e Mestre Lua Rasta Mestre Pastinha CAPOEIRA ANGOLA, por MESTRE PASTINHA "Pratico a verdadeira Capoeira Angola e aqui os homens aprendem a ser leais e justos. A lei de Angola que herdei de meu avós é a lei da lealdade.  A Capoeira Angola, a que aprendi, não deixei mudar aqui na Academia. Os meus discípulos zelam por mim. Os olhos deles agora são os meus".  "O que eu gosto de lembrar sempre é que a capoeira apareceu no Brasil como luta contra a escravidão. Nas músicas que ficaram até hoje se percebe isso. Entenda quem quiser, está tudo ai nesse versos o que a gente guardou daque...