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Mostrando postagens com o rótulo mitologia dos orixás

Iroko, o Coração do Vazio

IROKO, O CORAÇÃO DO VAZIO Nas caudalosas águas do Tempo lavo as pedrinhas de minha alma. Quantas sementes já fui? Em que terra devo mergulhar para gerar fortes raízes? -         Calma, Iroko. A Calma consegue tudo. Foi assim que entendi que dentro das sementes escondem-se todas as pedras da memória do mundo. Tudo o que já sentimos e tocamos. Tudo o que ouvimos - Tudo está adormecido dentro de nossas sementes. Ouço o canto dos Bambus enquanto faz-se e desfaz-se o Tempo em mim, como quem tece uma rede de sonho e encantamento. Foi assim que, numa tarde vento, Tempo VEIO e costurou em meu peito um labirinto de clorofila, terra e seda, todinho enfeitado de flores de Iroko. Quando me sentia estranha, gostava de passear pelos labirintos de meu peito. Sentava, tirava as pedrinhas da alma de dentro de uma trouxinha e começava a lavá-las ... Ficava me alembrando do começo do mundo, quando nasceu Iroko, a primeira árv...

oduduá e os orixás funfun

oduduá, orixá da criação A primeira vez que ouvi falar de Oduduá foi ouvindo uma canção de Moacir Santos, um dos maiores maestros brasileiros de todos os tempos.   Odùduwá aparece na mitologia dos orixás como qualidade de Orixá poderosa e temida. Odùduwá, divindade feminina, esposa de Òbàtálá, corresponde à metade inferior da cabaça, associada à lama dos começos da terra. Evoca sobretudo a idéia de algo quente e seco, devendo ser refrescada e molhada para tornar-se fértil. Esse é o sentido das cerimônias chamadas de “águas de Oxalá” que começam com a procissão que vai buscar em potes na fonte, a água que será derramada sobre o assento de Oxalá. Se Òbàtálá, divindade masculina, criou os seres vivos, Òdùduwa, divindade feminina criou a matéria de onde surgiria a vida. Na sua qualidades de divindade da criação e da cabaça, Òdùduwa é como Òbàtálá uma divindade funfun, e suas sacerdotisas vestem-se de branco, porém, como divindade femi...

os contos dos orixás

                                   oke arô, oxossi! Às vezes não é você que escolhe uma história. É a história que escolhe você.  Para ser seu guardião. Para se aprofundar em suas raízes. Para lhe recontar para que outras pessoas a conheçam. É assim que me sinto com as histórias dos orixás. Primeiro veio Exú, o guardião das encruzilhadas. Abrindo caminhos com toda mandinga do mundo chegou para me pedir para contar uma história sobre suas aventuras pelo mundo. E assim, em uma lan house do Ra val  (um bairro de imigrantes de Barcelona, na Espanha) comecei minha  v iagem até a terra  dos Orixás.                             As ...