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Mostrando postagens com o rótulo diekenga

a terceira corda

Kasa. Kita, Mali "quando você estava no ventre de sua mãe foi escrito por deus que um dia você viria aqui", me diz o bayafall . somos conectados por um fio invisível a todas as pessoas e lugares que um dia vamos nos encontrar e conhecer na vida ... se nos abrimos para ouvir os sonhos, vamos nos dar conta dos segredos que conectam o mundo visível ( #nseke ) e o mundo invisível ( #mpemba ) ... a terceira corda ressoa nos levando de volta ao útero, sonoridades das águas salgadas dos mares ... o primeiro som que ouvimos no ventre de nossa mãe é como a música que vem do mar ... água mãe do movimento vibrante e incessante que nunca para, nem para descansar ... água e sua essencia feminina me ensina a esperar ... me ensina a receber ...

Luvemba e a Ancestralidade

Hoje é dia primeiro de janeiro de 2018.  O último dia de Kwanzaa, quando se celebra Imani.  Fé. Honrar os ancestrais, as tradições e os líderes africanos do passado sobre as adversidades do presente.  Hoje reverencio e honro a este ancestral chamado Bunseki Fu-Kiau, que tem me ensinado outra maneira de perceber e viver o mundo, através de seus escritos, que revelam os fundamentos filosóficos do povo Bakongo.  Há dois anos minha família vem passando por contínuos  ciclos   de morte.  Para mim o fato mais marcante que vivi neste último ano foi estar de mãos dadas com minha Avó no exato momento em que ela fez sua passagem para as terras de Mpemba Kalunga, as raízes da grande árvore, a terra dos ncestrais. Devo cá dizer que essa caminhada de aprofundamento nas bases da Filosofia Bakongo tem me ajudado a lidar com estas experiências de morte de uma maneira profunda e transformadora. Vou com estes ensinamentos desprendendo-me das  mazelas d...

Mas afinal: o que é a Kalunga?

Diekenga. O cosmograma Bakongo - Mas o que é a Kalunga? ( Cada vez que me encontro com Makota, ela me lança a mesma pergunta.) - Makota ... é você quem pode me dizer ... E como uma boa Mestra e conhecedora dos mistérios que muitas vezes não podem ser reverberados em voz alta, ela nada diz ... ... Assim, venho buscando maneiras de compreender dimensões dizíveis e silenciáveis, visíveis e invisíveis destes movimentos filosóficos e espirituais através dos dingo-dingo - os processos pelos quais atravessamos a cada dia ...  . Eu sou uma mãe e uma filha, que há anos vem navegando pelas águas de Kalunga, lutando pela sobrevivência dentro deste corpo biológico, familiar, social, político, natural, cósmico ... A filosofia chegou em minha vida a partir da corporeidade. Sempre tive inclinação para o pensamento. Justamente por isso tive que quebrar vários padrões de pensamento para poder deixar que o ngolo, a força natural do universo, presente também em meu próprio co...

Fela, O Conto Do Vento

Conto do Vento A Noite Acabava De Parir O Dia.  E Tudo Se Repetiria Mais Uma Vez,  No Amanhecer. Uma mulher deu um longo  grito   de prazer e dor,  deixando escapar de suas mãos uma revoada de pássaros ...   - Nasceu Sol Vivo …  gemeu a Mãe -  Nasceu Minino  ...   Era outono e na Maloca de chão batido,  Caiu guerreiro nos braços da Tia.  . . (vai pra guerra   - sussurrou) Tia foi, pegou, cortou o cordão e tomou a placenta.  Enterrou tudo ali mesmo, debaixo do chão.  Como ventava muito, ele ganhou o nome Fela.  Como quem surge da Ventania.  - Da vida, meu filho? Queremos Boi …  A Mãe Ia falando e sentindo o Vento Arrodear sua saia. - Pedimos Chuva pros bois Sobreviver …  ... (E o Vento Vinha) ….       Pedimos Chuva  Pra molhar a Terra …   ... ( E o Vento Ia) ...       Acendemos o Fogo...

O mundo e os movimentos da Kalunga . Laboratório Corpo Cabaça

A Mulher e a Cabaça Corpo Cabaça propōe um mergulho dentro do próprio corpo, a partir de exercícios de respiração, cantos ancestrais e movimentos corporais com cabaças e xekeres, a fim de acessar memórias primordiais bloqueadas ou esquecidas. MúsicaDança nos convida a gingar entre duas realidade e fazer girar a própria roda da vida. Cabaças e Xekeres representam uma conexão muito antiga com a Ancestralidade Feminina.  Na Afrika, o Xekere está conectado com tudo o que diz respeito aos ciclos das águas, ao domínio das chuvas e  fertilidade dos campos. Para os Bakongo a fronteira entre os mundos dos vivos e dos ancestrais é considerado como um corpo de água, seja um rio (Nzadi, o grande rio) ou o mar (M'bu), o início e o fim da existência. Neste laboratório, alguns mitos afrikanos que envolvem a cabaça e o xekere tornam-se ponte entre os corpos dos participantes e os fundamentos da filosofia bakongo e sua cosmopercepção, propondo experimentar a filosofia...