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Mostrando postagens com o rótulo griôs

"Mariana, o livro dos minerais" resgata memórias e saberes de comunidades atingidas em Mariana (MG)

Segundo a autora, riquezas culturais da cidade não podem “morrer cobertas de lama” Lucas Wilker Belo Horizonte (MG) | Brasil de Fato MG Regeneração, cura e preservação de antigas memórias. Essas são três palavras que definem o lançamento de  Mariana, o Livro dos Minerais , terceiro volume da série Árvores, Memórias e Reflorestamentos. A publicação é uma compilação de artigos, fotos, ilustrações e transcrições de relatos orais de histórias de vida de comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, na cidade de Mariana, em Minas Gerais. O crime, cometido pela mineradora Vale, é conhecido como uma das maiores tragédias ambientais do Brasil. Segundo a autora Mo Maiê, o livro é a materialização de uma ideia provocada pelo rompimento, momento em que ela, que é atingida, buscava compreender como colaborar com as demais pessoas que sofrem com as consequências do crime. “Foi assim que este projeto nasceu, buscando reconhecer a importância das histórias de me...

Donso: Os caçadores do Oeste Afrikano

Tradicionalmente, nos rituais feitos pelos Donso (caçadores) na Afrika Ocidental, o SORA (o cantor) é acompanhado por um ou mais jovens músicos tocando KARIGNAN, um instrumento de percussão feito de metal.  Na maioria das vezes, tocador de Karignan também é um `NAAMU TIGI`, uma pessoa que responde com uma frase naamu ou outra, o que confirma que o cantor está sendo ouvido com atenção. Naamu també m aponta a importância das letras.  A música dos caçadores malienses, como a música dos griots, é composta de versos, em que a história está incluída, e o coro, que realmente define a música, é repetido por jovens músicos que acompanham o cantor principal. As melodias de donso ngoni, que são tão numerosas como as músicas que lhes são cantadas, são um elemento muito importante desta música.

Terreiro de griôs: grandes griôs da história

                                    

mosaicos do alto da sereira

Um artista plástico é um griô, um contador de histórias. Nas formas de suas criações, nas cores, nos materiais, estão incorporadas narrações poéticas, pedacinhos de histórias... Na frente das casas do Alto da Sereia estão escritas histórias do cotidiano de seus moradores e da própria cidade de Salvador... O azulejo quebrado, considerado lixo inútil por muitos,  se transforma em bonitos murais dando mais beleza e encanto ao morro, uma ocupação urbana, onde a prefeitura não sobe para fazer a limpeza das ruas... mosaico no Alto da Sereia mosaico de uma baiana mosaico: uma mulher estendendo sua roupa vista do alto da sereia das pedras

Griô . A Biblioteca Viva

O Griô conserva a memória coletiva de seu povo e sua comunidade. Por isso, é costume dizer-se que «quando na Áfrika morre um ancião é uma biblioteca que desaparece».  A figura do Griô tem uma enorme importância na conservação da palavra, da narração, do mito no Oeste Afrikano.  Na prática, eles funcionam como escritores sem papel nem pena.  Ortografam na oralidade aquilo que deve permanecer embutido na memória e no coração dos seus familiares e conterrâneos, no sentido de manter incrustada a identidade do seu ser e das suas raízes, fundamentada, em grande parte, no seu passado e nos seus predecessores.  Os Griôs são os guardiães, intérpretes e cantores da História oral de muitos povos africanos. Na língua mandinga são conhecidos como Jèli e na Áfrika Central como Mbomvet. Todos eles possuem uma função social bastante semelhante e de grande relevância.  Os griots cantam a história épica da África e os mitos dos diferentes povos, ou elogiam os mérit...