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Diário de um canto de Kalunga n#9

Não me trate como um corpo! Nem me julgue como se eu fosse só de uma cor! Os sussurros da noite se aninharam em meu ventre. E me deixei levar pelos caminhos sombrios da floresta. Ao seu redor, uma revoada de corvos e espíritos da escuridão trazendo todo o vazio do fundo do mar. Foi aí onde me pus de cócoras. E assim foi que pari centelhas, faíscas cósmicas, embrulhadas em assombrações, diluindo pouco a pouco toda a solidez do pavor e do espanto.   O sol do deserto queimou a pele de seu rosto e lhe deu de volta o calor que havias perdido. Dei-te um beijo de aroeira. Molhei-te os lábios com o bálsamo melado da surpresa. Não te conhecia até que te gerei dentro dessa válvula forte que insiste em resistir. pinaúna é um tipo de rosa do mar cheia de espinhos. O mar já era antes de nós ser . de dentro de cascas de pinaúnas nasceram terras distantes e as primeiras sementes também. Com sua faca afiada o menino arranca nove pinaúnas de seu trono mineral e leva pra ass...

alto da sereia

rua ayoca, 18 b, doce lar ... Como rasurar a paisagem? flor maiê abraça o morro