Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo literatura nordestina

Já está no ar o E-book "Árvores . Memórias e Reflorestamentos"

tá no mundo! <link na bio> trabalho tecido por mãos de mulheres, "tempo, o livro das árvores” é uma compilação de relatos orais de estórias de vidas de tradicionalistas, pensadoras, pensadores, artistas, mestras e mestres da cultura popular em áfrica, brasil e américa latina, que vem sendo reunidas desde 2013.  a concepção do e-livro baseia-se na ideia do reflorestamento cultural, a partir da escuta sensível de estórias de vidas como caminho para combater estruturas sociais racistas, genocidas, machistas e ecocidas. foram tempos intensos de ensonhar, caminhar, escutar, quebrar, reconstruir, organizar, escrivinhar, criar, traduzir, revisar, aprender, trocar e partilhar com as mulheres incríveis que trabalharam juntas pra transformar esse sonho num livro digital. agradecendo enormemente a todas as forças invisíveis e visíveis que nos permitiram chegar até aqui, honrando todas as estórias sentidas debaixo das árvores da memória... e.book ÁRVORES.memórias.e.reflorestamentos ...

Abc da Mandinga, por Déi Ferreira

ABC da Mandinga Por Déi Ferreira (Salvador da Bahia, Brasil) "Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista." Mestre Pastinha Aruandê, aruandê, Camarado Seja Iúna, Santa Maria Banguela, Cavalaria* No jogo fique ligado Mandinga né só bailado O berimbau quem governa No que é braço é perna No que é perna é braço As palmas dão o compasso Se é de irmão ou jogo à vera. B aixou em nosso tabuleiro Com acarajé e quiabada Da África escravizada Pra aqui receber tempero E um nome bem brasileiro Foi de capoeira batizada Essa ginga mandingada Que se hoje é conhecida Foi muito tempo proibida Dita marginalizada. C hegou nas veias naufragas Com os Bantos, Iorubá E outros, todos filhos d’Obá Co’as mesmas bocas amargas Bebendo espumas e algas Para no Brasil sangrar Como um grito pra lutar Contra a impossível corrente Mostrar a pele reluzente E no seu nariz governa...