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Mostrando postagens com o rótulo diaspora transatlantica

Em busca de minha africanidade: Darshan Ram em Barra Grande

Movimento Mulheres do Mar e Escola Djalo promovem Roda de Conversa com Darshan Ram Dia 1 de abril temos encontro marcado em Barra Grande com  Darshan Ram Sing  , de Cabo Verde, para a roda de conversa "Em Busca da Minha Africanidade", a partir das 17:30, seguida de prática de Kundalini Yoga e fechando com chave de ouro com treino de Capoeira Angola com a Mestra Brisa do Mar!  Se for de vir, venha fortalecer o Movimento! Tragam frutas pra gente partilhar o ajeum! Axe!

Árvore da memória: Dimitri Dracius e os Caminhos da Mandinga

Aula de Ladja e Danmye . Permangola 2018 Dimitri Dracius nos fala um pouco sobre sua vida e sua conexão com a Capoeira e a Ladja, luta marcial da Martinica, seu país de origem,  a Martinica . . . Meu nome é Dimitri Dracius. Nasci na Martinica. Sempre fui uma criança que gostava de dançar. Eu gosto do ritmo. Meu pai era apaixonado de salsa, apaixonado de percussão. Então eu nasci numa casa que tinha muita música.   Principalmente do Caribe. A Martinica é um lugar com 95% de negros. Então, uma cultura musical, uma cultura de dança. A gente tem várias danças. Tem o Zouk, tem música tradicional, mas ao mesmo tempo eu não tinha muita ligação com isso.  Eu nasci dançando. Quando cheguei na idade de 13, 14, 15 ... gostava de brincar um pouco de imitar as pessoas da Ladja com amigos. A gente tentava fazer o golpe para imitar eles,  mas neste tempo a gente não valorizava nossa cultura. Com 18, 19 anos eu fui pra Canadá.  Lá eu descobri a Ca...

Maafa, por André Barata

MAAFA TEXTO ESCRITO POR ANDRÉ BARATA A cultura portuguesa ostenta, ainda hoje, escassíssima consciência de um facto histórico indisputável: Portugal escravizou ao longo de três séculos um número de pessoas bem superior ao da sua população à data da abolição da escravatura e foi responsável por quase metade de toda a escravização africana ao longo do período colonial.  Milhões, pelo menos três — talvez cinco ou mesmo seis —, são a nossa conta no multissecular facto a que a antropóloga africanista Marimba Ani chamou em Swuali ‘Maafa’: o grande desastre. Depois, há este outro facto: a desmemorização que o nosso antigo regime fomentou e que vai passando incólume por revoluções, descolonizações, pelas décadas de democracia para além das décadas de autoritarismo. A culpa não é dos historiadores. Logo em 1963, em “Relações Raciais no Império Colonial Português”, Charles Boxer desmistificou essa ideia de cordialidade multirracial alimentada por Salazar. Mas história e memória não...

O tambor e a Ancestralidade

Tamani, tambor falante. Marcado pelas formas de uma ampulheta do tempo . . . Conta-se que para o povo Malinké, antes de cortar uma árvore para fazer um Djambé, é necessário pedir licença para o espírito daquela árvore.  . Se a licença for permitida, aquele Djambé Foulá (tocador de Djembé) será protegido por este mesmo espírito, cada vez que for tocar aquele Djambé. . Tambor nasce da força da terra e da seiva que mora na árvore. Tambor nasce do espírito de uma árvore. Nasce da força do animal que deu seu couro para ser tocado. Nasce como nasce um #muntu - um ser vivente. Nasce para ser coração encarnado. Para o povo Bakongo, a árvore está conectada com o Tempo. As raízes são moradas onde descansam os ancestrais. O tronco e os galhos representam nosso próprio Tempo, o Mundo Material.  . O Tronco conecta a Semente lá no Profundo da Terra (na posição do #Diekenga chamada #Mussoni ) ao galho mais alto (na posição #Tukula). Tambor Transmite Mensagens dos Céus Pr...