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A visão Bantu Kongo da sacralidade do Mundo Natural. Por Kimbwandende Kia Bunseki Fu­Kiau. Tradução portuguesa por Valdina O. Pinto

A visão Bakonga do Mundo Natural. Por Bunseki Fu Kiau . Tradução Makota Valdina O mundo natural para o povo Bântu, é a totalidade de totalidades amarradas acima como um pacote (futu) por Kalunga, a energia superior e mais completa, dentro e em volta de cada coisa no interior do universo ( luyalungunu). Nossa Terra, o “pacote de essências/medicamentos” (futu dia n’kisi) para a vida na Terra, é parte dessa totalidade de totalidades. É vida. É o que é, visível e invisível. É a ligação do todo em um através do processo de vida e viver ( dingo­dingo dia môyo ye zinga). É o que nós somos porque nós somos uma parte disso. É o que mantém cada coisa na Terra e no Universo em seu lugar. O conceito Bântu­Kôngo da sacralidade do mundo natural é simples e claro. Tem­se que deixá­ los definir o nosso planeta com suas próprias palavras: “Aos olhos do povo Africano, especialmente aqueles em contato com os ensinamentos das antigas escolas Africanas, a Terra, nosso pla...

Reflexão sobre o RedBull paranauê, por Mestre Cobra Mansa

  Estamos simplesmente replicando o pensamento opressor? “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. ( Paulo Freire ). Poderíamos facilmente trocar a palavra educação por capoeira, ao almejar ocupar o lugar do opressor, inconscientemente o indivíduo deseja a manutenção da estrutura social ampla na qual ele hoje se sente oprimido, na esperança que um dia seja ele a oprimir. Estaria a mentalidade colonial tão incutida dentro de nós que não conseguimos nem mais refletir quem fomos, o que somos ou o que estamos fazendo para as futuras gerações? Estamos simplesmente replicando o pensamento opressor? Como lutar por uma decoloneidade corporal, mental e social quando convertemos os nossos símbolos de resistência em simples eventos, espetáculos, porque quando isso acontece converte-se também o que era originalmente perigoso em algo limpo seguro e domesticado, pois retiramos o seu poder de rebeldia. Nós capoeiristas estamos lutando po...

Mo Maie lança novo single "Pérola do Mar"

A cantautora Mo Maie acaba de lançar o single "Pérola do Mar" nas principais plataformas digitais,  sob a produção musical do soteropolitano  Adrian Estrela  (Parte A Produções). Mineira radicada na Bahia, Mo faz parte de uma nova geração de compositores brasileiros que trazem muitas referências das musicalidades africanas e afrodiaspóricas para o seu universo criativo. Entre Bahia, Cuba e portos da África, o tema "Pérola do Mar" é um hino às belezas e riquezas que marcam as culturalidades africanas, que foram trazidas para Abya Yala.  Link completo:  https://www.youtube.com/watch?v=r6ifSZ lkUyI Novo Single de Mo Maie -  https://www.parteaproducoes.com/mo-maie Composição e Interpretação: Mo Maie Direção Musical e Arranjo: Adrian Estrela . Parte A Produções Disponível no Spotify:  https://open.spotify.com/album/6uN9gm ... Deezer:  https://www.deezer.com/br/album/57788212 Itunes:  https://itunes.apple.com/br/album/p%C ... SoundCl...

Do Outro Lado de Cá: Filosofia Africana em Terra de Cabôco

"DO OUTRO LADO DE CÁ - Filosofia Africana em Terra de Caboco" "DO OUTRO LADO DE CÁ - Filosofia Africana em Terra de Caboco" é um Curso de Filosofia Africana que será realizado no Sítio Malokambo em Tracunhaém, Zona da Mata Norte de Pernambuco. Um curso pensado e organizado em parceria entre o "Capoeira Pernamocambo Angola" (Pernambuco) e a "Rede Africanidades" (Bahia), por uma equipe de muitas mãos e cabeças, com carinho e cuidado, juntando pessoas de diferentes lugares pra se alimentar do pensamento da Filosofia Africana nas terras da Mata e dos Caboco, com reflexões a partir da Capoeira, do Maracatu, do Cavalo Marinho e do Coco, como nutrientes base para o alimento do curso. "Do Outro Lado de Cá" está sendo gestado de forma autônoma e independente, com a proposta de u m valor muito acessível a qualquer pessoa. A hospedagem será em área de camping ou alojamento coletivo e a atividade também será aberta para adultos que vi...

Cartografia Afetiva do Samba de Roda na Ilha de Itaparica

Ilha de Itaparica: Terra de Samba de Roda A Diáspora africana criou densos cordões umbilicais unindo África e Américas, gerando o nascimento de fusōes musicais, espirituais, políticas, culturais e corporais. Em plena harmonia com suas raízes africanas, o samba de roda nasce dos cantos, lamentos e toques de trabalho de regiões do interior do estado da Bahia, na beira-mar ou nas plantações de cana de açúcar e tabaco, ao longo do Recôncavo baiano, entre vilarejos e quilombos, estando intimamente conectada com a capoeira e com a espiritualidade matricial africana. Mais que um estilo musical, o samba de roda é uma manifestação cultural que envolve música, dança, poesia e espiritualidade. Assim como o congado e a capoeira, estima-se que o samba de roda tenha se originado em ambientes com presença expressiva de africanos de origem Bantu. Durante os rituais conhecidos como rodas de samba, as mulheres dançam miudinho ao som dos instrumentos musicais tocados por homens, ainda que e...

Árvore da Memória: Xan Marçall ... Poéticas e Encantarias de uma Parauára

Xan Marçal: Poéticas, Encantarias e Ancestralidade de um Parauára . . Mo: Estamos aqui na Rádio Ki.Anda, invadindo a casa do multi-artista Xan Marçall ( paraense radicado na Bahia )  e eu nem sei por onde começar, porque Xan Marçall nos trás tantas histórias .. .  Xan: Eu sou Xan Marçall, sou Parauára, de Belém do Pará. Nasci dia 28 de fevereiro de 1986, sou pisciana e filha de Alda Barros de Oliveira e Pedro Paulo Pires Moura.  Sou do Pará e tenho toda uma ligação mística com a história do nascer, porque acho que as pessoas antes de nascer já escolheram nascer nesse lugar. Então ... antes da gente encarnar a gente já tinha consciência de todo trajeto que a gente queria percorrer nessa vida. É como se fosse uma espécie de Déja Vu , sabe? Não sei se estou falando loucura, sabe? Mas é como se a gente já tivesse visto tudo o que ia acontecer … na verdade, existem também as possibilidades de tu escreveres o teu caminho a partir de uma coisa que já foi vis...

O povo Fulani