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Manifesto Ou(t)ro Preto

O Manifesto Ou(t)ro Preto nasce no coração das Minas Gerais, "da descoberta de um nó histórico no estado (...) e está ligada à inteligência africana sufocada e varrida dos livros de história". É o que nos conta o Douglas Aparecido, o Douguiníssimo, artista e pensador mineiro, que encabeçou a escrita do manifesto e aqui nos conta um pouco sobre o seu processo de criação: "O manifesto surge da descoberta de um nó histórico no estado de Minas Gerais. Do tamanho do espanto provocado por esta descoberta. Principalmente por esta questão estar diretamente ligada à diáspora africana. Está ligada à inteligência africana sufocada e varrida dos livros de história. Muito contundente, está ligada à formação do mundo moderno, acúmulo de riqueza, revolução industrial e consolidação do capitalismo. O ponto nevrálgico: os detentores de todo conhecimento primordial da mineração são africanos, este conhecimento foi apropriado e figura, hoje, à base de toda tecnologia de mine...

Ciranda das Sementes na Casa da Ginga do Congo

Ciranda das Sementes: Roda de Estudos dos saberes ancestrais da auriculoterapia e seus benefícions para o corpo do capoeirista A "Ciranda das Sementes" é uma roda de partilha dos saberes ancestrais da auriculoterapia, buscando seus benefícios para o corpo do capoeirista. A auriculoterap ia é uma terapia natural da medicina chinesa, de tratamento e prevenção da dor, baseada na ideia de que a orelha é um microssistema do corpo inteiro. Existe há mais de cinco mil anos e vem sendo transmitida de geração para geração através da tradição oral e popular no oriente, empoderando o povo em sua busca pela saúde. O convite para participar desta vivência se estende também a pessoas que não pratiquem capoeira.

Maestro Gegê, para o Museu da Pessoa

Maestro Gegê, Mariana  Essa entrevista foi realizada em 2002 pelo Museu da Pessoa, com o meu avô materno, Maestro Gegê Elias. Um pouco de minhas origens musicais. Sempre via meu avô absorvido pela música, escrevendo partituras, ouvindo jazz sozinho na sala de sua casa. Quando era criança, ele foi para o Pará nos visitar, levando seu pequeno teclado e montou uma banda em  dois meses. Era uma pessoa amada e querida por todos da cidade. Ainda hoje me encontro com músicos já crescidos que me contam um pouco de sua história. Infelizmente eu nunca assisti a nenhuma de suas aulas. Sentia que ele botava mais fé nos netos homens serem músicos. Talvez isso seja somente uma impressão de minha parte. Ele tinha muitos instrumentos em sua casa. Eu ficava sempre namorando os instrumentos e um dia tomei coragem e lhe pedi que me desse uma flauta transversal. Ele me disse que eu tinha que aprender a ler partitura, então me daria a flauta. Aprendi na correria a ler a altura das notas e e...