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o tambor de Bará

Bará é o nome de um tambor sagrado de Mali, um dos mais antigos tambores africanos criado e protegido pelo povo Mossi, na atual Burkina Faso. É feito com uma cabaça dura, com o interior trabalhado, que servirá como caixa de ressonância. Na abertura, coloca-se um couro de bode sem pelo, amarrado por um pequeno aro de metal que fica na parte oposta do couro, permitindo ao executante alcançar diferentes notas.   O Bará é um instrumento sagrado e vive nas casa reais. É o encarregado de transmitir o orgulho, a dignidade, a coragem e a sabedoria de seu povo, através de suas palavras.   o tambor Bará  

os contos dos orixás

                                   oke arô, oxossi! Às vezes não é você que escolhe uma história. É a história que escolhe você.  Para ser seu guardião. Para se aprofundar em suas raízes. Para lhe recontar para que outras pessoas a conheçam. É assim que me sinto com as histórias dos orixás. Primeiro veio Exú, o guardião das encruzilhadas. Abrindo caminhos com toda mandinga do mundo chegou para me pedir para contar uma história sobre suas aventuras pelo mundo. E assim, em uma lan house do Ra val  (um bairro de imigrantes de Barcelona, na Espanha) comecei minha  v iagem até a terra  dos Orixás.                             As ...

Cabaça

mulheres em festa ritualística tocando cabaças   A cabaça é considerada na África yourubá como o primeiro instrumento enviado do céu à terra, pelo espírito sagrado de Oduduá. Brota das terras, trazendo formas femininas e a abundância. Usada nas mais variadas culturas desde os tempos mais remotos, como utensílio doméstico, instrumento musical ou ritualístico. No meu processo como musicista e artesã, o encontro com a cabaça se deu através do xequerê, um instrumento que eu nunca escolhi tocar, mas que tive que tocar durante a minha gravidez, para seguir com o grupo de maracatu, do qual fazia parte. Os xequerês ou agbés são instrumentos originários da África e são feitos de "cabaça bailarina", como são bem conhecidas aqui no Brasil a cabaça com pescoço. Aqui chegaram e foram incorporadas nos afoxés da Bahia e de Pernambuco. E recentemente foram incorporadas à bateria das nações de maracatu. As formas voluptuosas das cabaças abrem nossa imaginação e a partir de ...

Alto da Sereia, comunidade quilombola

Seu Simião, um dos pioneiros da festa de 2 de fevereiro O Alto da Sereia é um pequeno bairro histórico, é um morro que surge entre a Praia da Sereia (ou Praia das Ondas) e a praia da Paciência, no Rio Vermelho. Foi invadido e ocupado coletivamente (com grande intensidade nos anos 1920) e hoje é habitado por algumas centenas de moradores, com forte estrutura social familiar, onde a maioria dos habitantes tem algum grau de parentesco, estabelecido há pelo menos uma geração.  Ficou dividido em duas metades, segundo uma linha reta que separa, em sentido perpendicular ao litoral, o lado que pertenceu à família Matos (até meados da década de 1960) do que fazia parte, ao que parece, de uma antiga Fazenda Areia Preta. Antes era chamado de "Alto de BIBIANO" e antes, CANZUÁ. História dos antigos... Foi aqui que nasceu a festa do 2 de fevereiro, em homenagem a Yamanjá, a orixá protetora do mar e dos pescadores. Sendo aqui uma comunidade de pescadores.... O Alto da ...

Ubuntu Africanias presente no Seminário Nacional Mulher e Cultura

Ubuntu Africanias > Presente no Seminário Nacional Mulher e Cultura. Ato "A reescrita do protagonismo das mulheres na cultura"     O Ubuntu Africanias  estará marcando presença no Seminário Nacional Mulher e Cultura, agora no dia 31 de outubro, no Ato de "Reescrita do protagonismo das mulheres na cultura", 11 e 30 da manhã, nas escadarias da Biblioteca Pública. O Seminário acontecerá d e 28 a 31 de outubro. A capital baiana, Salvador, receberá agentes de todo o Brasil para debater as ações e os espaços de visibilidade das mulheres em alguns segmentos da Cultura. Realização da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado, em parceria do Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Seminário trará mesas de debate, apresentações culturais e rodas de diálogo, tendo como principal objetivo fortalecer as ações culturais realizadas por mulheres ou sobre mulheres, além de promover reflexões e debates sobre a temá...

Maalem Mahmoud Ghania & Pharoah Sanders: As sete cores do universo

               Entre as melhores descobertas dos últimos dias está o encontro com um álbum surpreendente. Mesmo. The seven colours of the universe (As sete cores do universo), disco gravado em 1994, nascido do encontro entre o mestre Maalem Mahmoud Ghania (Marrocos) e o saxofonista Pharoah Sanders (USA). Pharoah é um saxofonista de grande importância na história do Jazz. Tanto por ter participado de grupos históricos como o de John Coltrane, como por ser um dos principais personagens envolvidos na criação do Free Jazz, um gênero de renovação do jazz surgido nos fins da década de 50. A palavra Maalem quer dizer "Mestre". Os Maalens Gnaouas são músicos curandeiros e têm uma função de extrema importância dentro dos rituais religiosos de sua etnia (que mesclam práticas animistas da África subsaariana com o sufismo islâmico). Para os gnaouas, as canções e os conhecimentos espi...

A lei griot no Brasil

GRIÔ é uma palavra abrasileirada que vem de "griot", da língua francesa, que traduz a palavra Dieli (Jéli ou Djeli), que significa o sangue que circula, na língua bamanan habitante do território do antigo império Mali que hoje está dividido entre vários países do noroeste da África. Na tradição oral do noroeste da ÁFRICA, o griô é um(a) caminhante, cantador(a), poeta, contador(a) de histórias, genealogista, artista, comunicador(a) tradicional, mediador(a) político(a) da comunidade.   Senegal. Chef Indigène et son Griot.     Ele(a) é o sangue que circula os saberes e histórias, mitos, lutas e glórias de seu povo, dando vida à rede de transmissão oral de sua região e país. O Griô é um guardião da memória e da história oral de um povo ou comunidade, são líderes que têm a missão ancestral de receber e transmitir os ensinamentos das e nas comunidades. A palavra é sagrada e, portanto,  valorizada num processo ancestral como fio condutor entre as gerações ...