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ubuntu, fusão transcontinental

"Ao contrário do homem branco, o africano quer o universo como um todo orgânico que tende à harmonia e no qual as partes individuais existem somente como aspectos da unidade universal".
Ubuntu, África Malinké e Brasil

É com enorme prazer que escrevo hoje sobre o Ubuntu aqui no blog, um projeto musical que vem sendo gerado há anos e que somente agora vem à luz do público, em sua estreia no Festival de música Instrumental da Bahia 2014.
Desde 2012 que viemos nos encontrando aqui no Morro da Sereia (Rio Vermelho, Salvador) um grupo de músicos e pesquisadores vindos de diversas partes da América do Sul. A partir desse encontro se iniciaram processos de criação coletiva, misturando bases rítmicas malinkés (vindas do noroeste da África) com elementos da música popular brasileira criando uma contagiante fusão musical.
A sonoridade dos djambés, dunduns, alfaias, agogôs e caixas de congado se encontra com a doçura da flauta e o brilho do balafón, do cavaquinho e do bandolim, em composições instrumentais, reinventando a música ancestral com a mistura da poética tecnológica.

Ubuntu é uma noção existente nas línguas zulu e xhosa (linguas banto do grupo ngúni, faladas pelos povos da África subsahariana) e exprime a consciência da relaçção entre o indivíduo e a comunidade. 

"Respeito. Cortesia. Compartilhamento. Generosidade. Confiança. Desprendimento. Uma palavra pode ter muitos significados. Tudo isso é o espírito de Ubuntu. Ubuntu não significa que as pessoas não devam cuidar de si próprias. A questão é: você vai fazer isso de maneira a desenvolver a sua comunidade, permitindo que ela melhore?" (Nelson Mandela)


Jorgelina oliva >>> djambfola e balafón
mo maie >>> flauta e percussão
emillie lapa >>> cavaquinho e percussão
tuca costa >>> bandolim e guitarra
thalita batuk >>> percussão

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