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Estórias Iluminadas "Uma celebração a Abya Yala" . 2021 |
Estórias Iluminadas é uma compilação de estórias e canções que desenvolve o tema da morte a partir de uma perspectiva celebrativa. Se apropriando do "Teatro de Objetos" e da música, três atrizes desmistificam o aspecto exclusivamente sombrio e aterrador da morte, apresentando cenas curtas que aguçam um imaginário de poesia e reflexão sobre a existência.
Em “Estórias Iluminadas” foram eleitos alguns eixos referenciais para a construção da encenação e o primeiro deles é, sem dúvida, a importância das mulheres como mediadoras nos processos de saberes dos antepassados. São elas as responsáveis pela vida e a morte. Em culturas ancestrais é possível verificar o seu papel significativo ao que diz respeito à memória, oralidade por meio de histórias e canções além de sua importância nos processos de ritualização de morte e do morto.
Em 2021, através da Lei Aldir Blanc Bahia, a Cia. Honorato produziu o audio book e o ebook das Estórias Iluminadas, que você pode assistir pelo youtube:
Audiobook Estórias Iluminadas: Uma Celebração à Abya Yala
Sigam nas redes sociais @honorato.cia.mistica e Honorato Teatro
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Gravado, mixado e masterizado em fevereiro e março de 2021 no Studio T (André Tavares), Rio Vermelho, Salvador - BA.
Faixas
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CRÉDITOS DOS TEXTOS, CANÇÕES E ROTEIROS DAS ESTÓRIAS
Textos de Introdução “Estórias Iluminadas: Uma Celebração a Abya Yala”, “Prólogo”, “As aves Cantam”, “O coração” e “Epílogo”: Xan Marçall
Estória “Tambatajá”: Jussara Fonseca e Xan Marçall
Estória “La Lhorona”: Mo Maie e Xan Marçall
Estória “A Dona do Abaité”: Liz Novais
Canto “Clareia” na estória "Tambatajá”: Liz Novais
Canto “Aguacero de mayo” na estória em "La Lhorona”: Domínio público (canção popular colombiana)
Canto “Mira la luna" na estória em "La Lhorona”: Mo Maie
Canto “Sambas de caboco” na estória “ A Dona do Abaité”: Domínio público (sambas de roda baiano)
Canto “Samba da mãe D’água” na estória “ A Dona do Abaité”: Liz Novais
Canto final “Mana”: Domínio público (cancioneiro do sertão nordestino)
O projeto “Estórias Iluminadas: Uma celebração à Abya Yala” foi contemplado com Prêmio Jorge Portugal na linguagem Teatro para publicação digital em 2020 e conta com apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
"E em mim rios, ventos e rochas. Em todos nós a anima. A grande alma do mundo."
Xan Marçal, Estórias Iluminadas.
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"O segredo de ser outra coisa
De ser encantado, lagarta, borboleta
Ser um dia mãe, outro filha, amante.
Se reconfigurar em cada ilha, arquipélago
Ser o próprio território invadido, contaminado...
Destruído e depois florescer mais uma vez...e quantas possíveis for."
(Xan Marçal, As Estórias Iluminadas)
Liz Novais narra um conto do povo Inuit, do Canadá. O encontro amoroso renovador da “Mulher esqueleto”.
Foto de Diney Araújo
"Outro dia perdido no tempo, uma sábia cabocla de terras indígenas contou-me uma história. Era preciso amar. A amar e aprender a despedir-se. Amar e saber se transformar." (Xan Marçal, As Estórias Iluminadas) Jussara Fonseca conta a estória de Tambatajá, sobre o amor de dois índios do povo Macuxi. |
"Ah, essa coisa que acelera o peito
Parecendo que quer sair pela boca
Essa coisa que arde, ferve e borbulha
Feito pressão, lava, vulcão".
(Xan Marçal, Estórias Iluminadas)
Mo Maie conta a história mexicana da 'Llorona', a mãe que perde seus filhos e canta um eterno lamento.
Ficha técnica:
Provocação, direção, encenação e organização do texto: Xan Marçal
Elenco:
Liz Novais, Mo Maiê & Jussara Fonseca
Figurino: Luiza Potiraguá
Iluminação: Xan Marçal
Produção: Moiras Realizações Artísticas
Apoio de produção: Vanessa Marins
Fotografia: Diney Araújo
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