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um presente pra Griot

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Calunga grande é o mar, a enormidade de seu destino e de seu horizonte. 
Calunga pequeno é a terra que recebe esses corpos e os transforma em semente.


Me encontro no meio de um turbilhão. Desses arretadores que nos levam por completo. Fora todas as outras coisas em que estou metida, entrei em um processo intenso de articulação/criação/concepção/ensaio/etc&tal de um auto brasileiro. uma opereta negra e de negritudes, especialmente dedicado à Iansã, para celebrar a força dessa encantada que representa em si a força matriz da mulher guerreira ou a guerreira que toda mulher trás dentro de si. Dedicado também às Yabás, a força do feminino no universo. ou em nosso universo particular.
Tudo começou com o pedido de Griot, que tinha um sonho de ver uma homenagem para Iansã, nas escadarias do Passo, em frente à Igreja de Santa Bárbara, quase Carmo. Ou Carmo de trás. Uma conexão entre artistas femininas do Centro histórico e do Alto da Sereia. Conexão entre o morro e a cidade velha. A pedido de…

Kalunga

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Matamba (Maracatu)

Lua, luanda, me enluarou Quando Oyá Matamba por aqui passou Bola de fogo lumiava o ar, 
a força do vento balançava o mar
Dentro do universo artístico/cultural/espiritual em que vive o maracatu, existe um objeto mágico chamado Kalunga, que tem o poder de conexão do plano dos vivos com o plano dos mortos. Assim, resguarda em seus axés a memória dos Eguns (espíritos dos mortos), dos ancestrais daqueles que fazem parte de uma nação, trazendo força e proteção ao grupo e a cada um como indivíduo.
Para Mário de Andrade, autor da frase acima, a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, o simbolismo da festa e da guerra, juntos e misturados. 
Nas línguas de origem banto, a palavra Kalunga também quer dizer Oceano. Para os africanos o oceano era o mundo desconhecido e inexplorado, o mundo da morte, a senda proibida, as infinitas p…

oyá matamba, por cléa barbosa

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pelas míticas escadarias do passo, na ladeira do carmo, salvador, bahia, a poetiza cléa barbosa recita seu poema Oyá Matamba, em homenagem a Oyá, orixá dos ventos e tempestades, senhora do movimento e da transformação! Eparrei!