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Guedra - O ritual das mulheres do "Povo Azul"

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A palavra "guedra" quer dizer "caldeirão" e também "aquela que faz ritual". Guedra é usado para nomear um ritual de transe do “Povo Azul” do deserto do Saara, que se estende desde a Mauritânia passando pelo Marrocos, até o Egito. 
Através da dança e da ritualística que a envolve, esse povo traça místicos símbolos espalhando amor e paz, agradecendo a terra, água, ar e fogo, abençoando todos os presentes entre pessoas reais e espíritos, com movimentos muito antigos e simbólicos. 
É uma dança ritual que, como o Zaar, tem a finalidade de afastar as doenças, o cansaço e os maus espíritos. Guedra é uma dança sagrada do povo “Povo do Véu” ou Kel Tagilmus, conhecido como tuareg. 
Em árabe Guedra é também o nome de um pote para cozinhar, ou caldeirão, que os nômades carregam com eles por onde vão. Este pote recebia um revestimento de pele de animal, que o transformava em tambor. Somente as mulheres dançam "Guedra". Vêm totalmente cobertas por véus negros e ent…

a dança do transe gnaoua

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os espíritos que iluminam a noite, os espíritos que sopram através do vento, os espíritos que caminham pelas florestas e desertos, os espíritos que fazem tremer montanhas, Os espíritos que enfrentam a tempestade, um cavalo de vento que reina sobre o mar e sobre as espumas do oceano ... somos escravos da pele recém-marcada. seja testemunhas destas marcas, que nunca vão se apagar ºº Canto gnaoui


Este ano participei do projeto Dança Afro: Corpo em Estudo. Uma proposta super interessante, em que tivemos vivências com várias mestras e mestres de distintas modalidades de dança afro em Salvador e, ao final da experiência - que durou quase um mês, cada participante concebeu uma proposta de aula de dança.

Em minha proposta escolhi trabalhar a dança, o corpo e o transe, inspirada nas experiências de iniciação nos rituais da comunidade gnaoua, no Marrocos, que vivi em 2008, me havendo marcado profundamente.

Por estar na Bahia, a idéia foi conectar as influências dos caminhos do transe gnaoua com o …

Lila Xire

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lila xirê, baba hamou

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O espetáculo "Lila Xirê" aconteceu em Essaouira, Marrocos, em dezembro de 2012.
O espetáculo foi criado e desenvolvido a partir de bases rítmicas e melódicas de algumas tradições afro-religiosas do Brasil e do Marrocos, que possuem práticas ritualísticas animistas herdadas da diáspora africana, ricas em música, danças e cores.
Fotografia: Zacaria Tinariuen
Direção de Vídeo, filmagens e edição: Sophien Bouhali
Músicos: Rachid- Guembril e voz
Limini -- Guembril e Krakabs
Aziz- Percussão e Krakabs
Forat- Krakabs e dança
Halid -- Krakabs, Dança, voz e guembre
Abdelhak -- Percussão e voz
Ana Maria -- Percussão, voz e dança
Mônica Elias -- Percussão, voz, flauta e dança
Anna Pujos -- Piano, voz e percussão
Daniel Pedrazza -- Flauta indiana Bansuri

a flor do velho. lila xirê. fusão afro brasil gnaoua

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O espetáculo "Lila Xirê" aconteceu em Essaouira, Marrocos, em dezembro de 2012.
O espetáculo foi criado e desenvolvido a partir de bases rítmicas e melódicas de algumas tradições afro-religiosas do Brasil e do Marrocos, que possuem práticas ritualísticas animistas herdadas da diáspora africana, ricas em música, danças e cores.
Fotografia: Zacaria Tinariuen
Direção de Vídeo, filmagens e edição: Sophien Bouhali
Músicos: Rachid- Guembril e voz
Limini -- Guembril e Krakabs
Aziz- Percussão e Krakabs
Forat- Krakabs e dança
Halid -- Krakabs, Dança, voz e guembre
Abdelhak -- Percussão e voz
Ana Maria -- Percussão, voz e dança
Mônica Elias -- Percussão, voz, flauta e dança
Anna Pujos -- Piano, voz e percussão
Daniel Pedrazza -- Flauta indiana Bansuri

Intercâmbio Artístico Musical “Tradições Afro-Musicais do Brasil e Marrocos Gnaoua”

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Realizado na cidade de Essaouira, Marrocos, no ano de 2012, o projeto “Tradições Afro-Musicais do Brasil e Marrocos” foi idealizado pelas artistas Mô Maiê e Ana Maria Fonseca, sob a direção do “Rose des Vents – Centre de Mouvimento Cultural” e a colaboração e apoio do Programa Música Minas, da Aliança Franco Marrocaine de Essaouira, a Delegação de Cultura desta cidade e Coletivo Vira-Saia.

Desde Outubro, este projeto desenvolveu oficinas de Ritmos Afro-Brasileiros no Espaço Municipal de Essaouira, Bastion Bab Marraquech. Nestas oficinas, que foram gratuitas e abertas ao público, a artista brasileira Ana Maria Fonseca iniciou os participantes em alguns ritmos brasileiros (como o Maracatu e o Congado).

Em dezembro, o projeto realizou uma semana de intercâmbio e vivências intensivas entre ritmos brasileiros e marroquinos. Vinda especialmente do Brasil para participar do projeto, Mô Maiê, com o apoio do Programa Música Minas, que lhe contemplou com as passagens aéreas de ida e volta, mini…

Lila - Derdeba : Cosmogonia Gnaoua

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Os Gnaouas são o povo que descende de negros da África Ocidental, levados para trabalhar como escravos no norte do Sahara, para dar suporte ao Império Almohade, trabalhando no exército e na construção de edifícios e fortificações.

Muitos se instalaram no Marrocos, onde seus descendentes ainda hoje mantêm as tradições gnaoua, que se fundiram com práticas islâmicas sufistas e beribéris, mantendo parte de suas práticas animistas. Essaouira, cidade portuária marroquina possui a mais importante reunião de músicos Gnaouas de todo o Marrocos, com relevante visibilidade artística e agenda cultural; em sua décima quinta edição, também sedia o Festival de Gnaoua e Músicas do Mundo (ver http://www.festival-gnaoua.net/fr/).

Os gnaouas possuem um ritual místico de transe (chamado de "Lila" - que em árabe quer dizer noite - ou "Derdeba") onde a música é o principal elemento de união de seus adeptos com suas divindades.

Durante toda a noite, ao som do guembre (baixo acústico de ma…