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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Saber de Si: Vivência: Corpo & Cabaça.

Laboratório Corpo Cabaça: Movimentos com Xekere, Respiração e Cantos


(Só para mulheres) 

Comemorando as festividades de Yemanjá, a finais de janeiro de 2018, te convidamos a participar da vivência Corpo Cabaça na Casa das Águas Mãe Preta, no Morro da Sereia, Rio Vermelho, Salvador da Bahia.

Corpo & Cabaça propõe um mergulho dentro do próprio corpo a partir de exercícios de respiração, cantos ancestrais e movimentos corporais com cabaças e Xekeres, a fim de acessar memórias primordiais bloqueadas ou esquecidas.

MúsicaDança nos convida a gingar entre duas realidade e fazer girar a própria roda da vida.

Na Afrika, a cabaça e o Xekere estão conectados com tudo o que diz respeito à ancestralidade feminina e aos ciclos das águas, ao domínio das chuvas e fertilidade dos campos.

Neste laboratório, os mitos africanos que envolvem a cabaça e o Xekere tornam-se a ponte de conexão entre os corpos dos participantes, propondo experimentar a essência da filosofia Bakongo, a partir da corporeidade.

Facilitado por Mo Maiê - mineira radicada na Bahia, compositora, multi instrumentista e pesquisadora da música do transatlântico negro.

Mo traz em suas composições a fusão da diversidade musical do Brasil com as inspiraçōes dos sons da África e a world music. 

Conheça mais sobre seu trabalho ::: 
www.terreirodegriots.blogspot.com.br
https://www.facebook.com/momaiesonora
https://www.facebook.com/xequeresDjalo/
https://soundcloud.com/momaie

O encontro acontece dia 28|01|2018
Das 09 h às 14h
Contribuição equilibrada: R$ 45,00
Contribuição ideal: R$ 65,00
Almoço e Lanche compartilhado. 

Local: Casa das Águas Mãe Preta
Morro do Alto da Sereia | Rio Vermelho | Salvador |Ba

terça-feira, 14 de novembro de 2017

tocar xekere: a arte de saber cair

Yosvany Terry e o Sekere
Comecei a escrever inspirada por uma entrevista que vi de uma série chamada Math Science Music, que trata de conexões entre música e matemática.

Neste capítulo, o apresentador Vijay Iyer conversava com Yosvany Terry, músico cubano que é saxofonista e virtuoso na arte de tocar Xekere.

Yosvany Terry foi iniciado por seu pai, que aprendeu a tocar o instrumento dentro do universo religioso das tradições afrocubanas de linhagem Yorubá. 

Muito interessante como ele e o apresentador foram tecendo um caminho de metalinguagem entre a sonoridade que sai do xekere e o entendimento da corporeidade como característica fundamental no processo de tocar este instrumento.

Terry dizia que para tocar a cabaça é preciso tocar com o corpo todo, já que é o movimento do corpo que transmite a vibração para o instrumento e vai influenciar diretamente no groove da execução.

Devido a seu alto teor orgânico, este processo é impossível de ser transcrito para os padrões rítmico-simbólicos de uma partitura de música euro-ocidental. 

Só quando se dança com este instrumento é que se consegue botar o groove no som. Só quando sentimos o ritmo dentro de nosso corpo é que somos capazes de tocar um instrumento e fazer outras pessoas dançarem.

Isso é MúsicaDança . 

Só através dos movimentos do corpo conseguimos gerar o som e tirar o sentimento de dentro de nós. Só assim conseguimos transmitir o que queremos para outras pessoas.

Assim, quando ouvimos e vemos o movimento do outro, entendemos um pouco o que esta acontecendo em seu interior.

Para aprender a tocar xekere há que se conectar com aspectos espirituais da música, já que se supōe que este instrumento musical deva falar, comunicar, ser a voz dos ancestrais e das próprias deidades espirituais enquanto executado.

Tocar Xekere é buscar compreender como equilibrar-se entre o impulso de voar e de rastejar, ao mesmo tempo. É aceitar as leis de gravidade da Terra mas buscar uma contra.força que resiste e dá resistência para o corpo. 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

DJALÔ. VIVÊNCIA DE CONFECÇÃO DE XEKERES em ARACAJU

Djalô. Vivência de Confecção de Xekeres em Aracaju

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A vivência *Djalô . Confecção de Xekerès* te convida a adentrar no universo mágico da confecção deste instrumento de percussão presente em vários territórios do oeste afrikano, em países como Nigéria, Togo, Gana, Benin, Mali, Serra Leoa e Costa do Marfim. 
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Facilitada pela musicista, pesquisadora e luthier Mo Maiê, a vivência acontecerá na Sede do Grupo de Capoeira Angola Abaô, na capital de Sergipe.
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Aprenderemos como confeccionar um Xekerê passo a passo, conhecendo sua história, técnicas de trançado, geometria sagrada, cuidados com a cabaça e introdução a ritmos ancestrais, permeado pelos fundamentos da Filosofia Bakongo.
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Para acessar o link da vivência no Facebook > https://www.facebook.com/events/804647406404275/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Histórias do Agbè ou Xekerê

Agbè ou Xekere
Abê (ou Agbê ou Xequerêo Agbê é um instrumento que se relaciona com o corpo inteiro. Enquanto a Alfaia traz o peso da marcação ao maracatu, o xequerê dá leveza e molejo ao ritmo. Um instrumento de percussão à maneira de um chocalho, o xequerê é formado por uma cabaça revestida por uma malha de contas. 
Toca-se o abê segurando na cabaça e balançando-a de um lado a outro fazendo com que a malha de contas repercuta na parte externa da cabaça. Historicamente, o abê nunca fez parte de um conjunto de maracatu. Originário da África e chegando ao Brasil pelas habilidosas mãos dos negros escravos, o abê se firmou como instrumento imprescindível dos grupos de afoxé de Salvador, Bahia - herança de sua utilização em afoxés ainda na África. É no final da década de 80 que o afoxé começa a se tornar comum no carnaval de Recife. São criados então vários grupos que hoje mantém maravilhosamente bem essa tradição. 
Anos mais tarde (mais precisamente no carnaval de 1997) dois tradicionais maracatus de Recife colocam o abê entre seus instrumentos. A partir de então, outros copiam a iniciativa e também inserem o abê em suas orquestras. 
A desvirtuação não acontece apenas no ponto de vista histórico, sonoramente a inserção do abê no maracatu é ainda mais complicada. O ritmo do maracatu tem como principal característica o contratempo bem marcado na segunda semicolcheia de alguns tempos de seus compassos. Esse contratempo pode ser notado em todos os instrumentos e em vários desenhos rítmicos da grande maioria das variações (senão todas) que compõe a música do maracatu.