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Mostrando postagens com o rótulo Itaparica

Corpo Cabaça na Ilha de Itaparica

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Corpo Cabaça te propõe mergulhar na liquidez de tuas próprias águas, a fim de gerar mecanismos de reconexão com biomas musicais e danças selvagens que habitam em ti, tendo por inspiração as poéticas da cabaça e por provocação os instrumentos musicais feitos de cabaça.
Na Afrika, a cabaça está conectada com tudo o que diz respeito à ancestralidade feminina e aos ciclos das águas, ao domínio das chuvas e fertilidade dos campos.
Neste laboratório, onde mitos africanos e ameríndios tornam-se ponte de conexão entre corpos dos participantes, sua musicalidade e a natureza, você será levadx a uma viagem de auto-conhecimento e descolonização corpo/espirito/mente, através de exercícios de respiração, ritmos, cantos ancestrais e movimentos corporais.
Um convite ao renascer ! . agradeço a mana @fannyglem_ por abrir as portas deste lugar tão especial para a vivência Corpo Cabaça! . Facilitado por Mo Maiê. Compositora, multi instrumentista e pesquisadora da música do transatlântico negro. .
Conheça m…

Em busca de minha africanidade: Darshan Ram em Barra Grande

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Dia 1 de abril temos encontro marcado em Barra Grande com Darshan Ram Sing , de Cabo Verde, para a roda de conversa "Em Busca da Minha Africanidade", a partir das 17:30, seguida de prática de Kundalini Yoga e fechando com chave de ouro com treino de Capoeira Angola com a Mestra Brisa do Mar! 
Se for de vir, venha fortalecer o Movimento!
Tragam frutas pra gente partilhar o ajeum!
Axe!

Cartografia Afetiva do Samba de Roda na Ilha de Itaparica

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A Diáspora africana criou densos cordões umbilicais unindo África e Américas, gerando o nascimento de fusōes musicais, espirituais, políticas, culturais e corporais.
Em plena harmonia com suas raízes africanas, o samba de roda nasce dos cantos, lamentos e toques de trabalho de regiões do interior do estado da Bahia, na beira-mar ou nas plantações de cana de açúcar e tabaco, ao longo do Recôncavo baiano, entre vilarejos e quilombos, estando intimamente conectada com a capoeira e com a espiritualidade matricial africana.
Mais que um estilo musical, o samba de roda é uma manifestação cultural que envolve música, dança, poesia e espiritualidade. Assim como o congado e a capoeira, estima-se que o samba de roda tenha se originado em ambientes com presença expressiva de africanos de origem Bantu.
Durante os rituais conhecidos como rodas de samba, as mulheres dançam miudinho ao som dos instrumentos musicais tocados por homens, ainda que esta historia vem se transformando, sendo cada vez mais com…

MULHERES DO MAR se apresentam na Casa Preta

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MULHERES DO MAR se apresentam dia 15, 16 e 17 de Dez na Casa Preta, a partir das 19h, na programação do último mês do ENXURRADA CASA PRETA, realizado pelo Aldeia Coletivo Cênico. Chega mais que tem muita surpresa te esperando! O grupo musical MULHERES DO MAR surge do Movimento Mulheres do Mar (Vera Cruz, Ilha de Itaparica), que busca criar conexões e fortalecer o diálogo entre crianças, jovens e mulheres da comunidade de Barra Grande a partir da Capoeira Angola e da cultura afro-brasileira e africana. O seu repertório é composto de canções ancestrais e composições autorais, baseadas na ligação do mar com o universo feminino e o trabalho das mulheres marisqueiras, roceiras e pescadoras. As apresentações fazem parte do III Intersoteropolitano na Aldeia, um projeto de intercâmbio que financia uma temporada de apresentações de grupos de fora da cidade de Salvador, na Casa Preta Espaço de Cultura. O ENXURRADA CASA PRETA é um projeto contemplado pelo Edital Setorial de Dinamização de Espaços…

Entre silêncios e mar, conheçam o trabalho de Mahuwá - Comunicação & Terapia

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Entre silêncios e mar, conheçam o trabalho de Mahuwá - Comunicação & Terapia e sua busca pelos caminhos que nos ensinam como comunicar com afeto. 
Gravação feita em 16 de Outubro de 2017 em Barra Grande com a musicista Mô Maie e as crianças Flor e Brisa.
Este vídeo faz parte da ação "Comunicação e Afeto" da Mahuwá Comunicação, que tem como intuito repensar a comunicação em tempos de redes sociais através da afetividade.
Recebemos em casa a visita da comunicóloga e terapeuta Jaque Almeida. Ela é mãe de Brisa e faz um lindo trabalho com o universo do sagrado feminino em Salvador e em diversas partes do interior da Bahia.

Aqui neste video um pouco de nossa vida aqui em Barra Grande de Itaparica. O ritual de limpar a #cabaça no mar para prepara o instrumento musical ancestral.

Era uma mulher com a sua cabaça enfeitada de sonhos.
Era o ir e vim das ondas de um sonho.
Eram as crianças a brincar no sonho.
Era a vida a sonhar a vida. Era o caminho do sonho.
Enredado de nós
Entre mulher, …

portas da memória. assim nasce uma kora brasileira. fela kala kora

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Toda diáspora é a passagem de um mundo de unidade para multilicidade. É isso o que é importante em todos os movimentos do mundo. é o que diz Edouard Glissant
.  Sete cordas curam o passado.
Sete cordas harmonizam o presente. 
Sete cordas protegem o futuro.
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A cabaça é a terra.
A pele, os animais.
As cordas, as plantas e árvores.
O aro do metal, a magia.
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Pelo que se tem notícia, a Kora nasce na Afrika Ocidental Mandengue Malinké. É um instrumento sagrado em territórios africanos, envolto por uma aura de magia e espiritualidade. Está ligada à sabedoria divina e, ao mesmo tempo, conecta o céu com a terra, com o cotidiano e a continuidade da vida tribal, por ser suporte sonoro espiritual dos rituais de canto e contação de histórias dos Djelis ou griôs, como chamamos por aqui no Brasil. 
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A Kora, com sua beleza e delicadeza abrange e perpassa diversos aspectos da sociedade tribal malinké, como: Educação, Saúde, Cultura, Ancestralidade, História, Preservação, Continuidade, Filosofia, Justiça.
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Cont…

Maria Felipa de Oliveira, por Lucas Borges dos Santos

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Figura de destaque nas batalhas pela independência ocorridas em Itaparica, Maria Felipa de Oliveira é descrita como negra alta e audaz que, sendo uma forte liderança em sua comunidade, tornou-se fundamental na organização da resistência insular. Segundo depoimentos, ela nasceu na Rua das Gameleiras dentro do município de Itaparica e morou num casarão chamado de “convento”, na Ponta das Baleias. Os quartos do prédio eram alugados para pescadores, marisqueiras, armadores entre outros. É descrita sempre vestida com saia rodada, bata, torso e chinelas. Sem data de nascimento definida, a Profª. Filomena Modesto Orge do Instituto Afrânio Peixoto, que elaborou o relato da heroína, de acordo com descrições contidas nos relatos orais colhidos acredito que ela seja descendente de escravos sudaneses. Liderando um grupo de mulheres e de homens de diferentes classes sociais e etnias, a Heroína Negra da Independência, como é conhecida, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo, como também as…

III Vivência Griô: Oficina de Confecção de Xequerês: Maracatu Ventos de Ouro & Terreiro de Griôs na Casa da Aranha

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Segundo a cultura yorubá, uma cabaça partida pela metade dividiu o céu e a terra! Dentro de suas curvas, reflexo da feminilidade da natureza, as cabaças sempre foram usadas no cotidiano pelas culturas mais ancestrais. Ontem aconteceu o último dia da III Vivência Griô na Casa da Aranha, a oficina de confecção de Xequerês. Entrar em sintonia com o ato de tecer, inspirados pela Aranha, anfitriã dessa tarde ensolarada, nessa metáfora que é tecer nossas próprias vidas. O evento foi realizado com a parceria entre o Terreiro de Griôs, Maracatu Ventos de Ouro e o Ubuntu Africanias. Fiquem ligados que logo logo faremos outro encontro!


#CasaDaAranha#MaracatuVentosDeOuro#UbuntuAfricanias#TerreiroDeGrios As lindas fotos foram feitas por Josy Garcia

Sementes de nossa vivência Griô

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Cada dia é um novo dia. Para sobreviver, aprendi com Heyder Moura, que me apresentou aos Actos Poéticos de Jodorovisc::: Fazer de cada dia um Ato de Resistência, um Ato Poético, um louvor à transformação!  E assim, mais uma vez, minha vida vai se abrindo para novos caminhos... agradecida a esses quatro anos aqui em Salvador: do o2 de Julho ao Pelourinho, do Pelourinho ao Morro da Sereia, muito aprendizado, muita luta, muita resistência, muita arte... Agora, sigo a caminho da Ilha de Itaparica.  E bem me recebe a Casa da Aranha, uma colônia de budismo livre, idealizada por Lalado Humbert, um verdadeiro Santo Vivo! Compartilho com vocês um pouco do que foi nossa I Vivência Griô Ubuntu Africanias, na Casa da Aranha, no mês de dezembro. Mas o que é uma Vivência Griô???? Uma experiência que se abre a todos os sentidos, à filosofia e à humanidade. Uma experiência de arte, educação, partilha... uma experiência aberta e em estágio de experimentação, baseada em referências griôs africanas, mas fugind…