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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Gonzalo Hidalgo: Arte, Permacultura e Comunidades Sustentáveis

Gonzalo Hidalgo nos fala sobre sua vida e seu trabalho que conecta as Artes e os fundamentos da Permacultura, em conversa realizada em janeiro de 2018, no Kilombo Tenondé.

Gonzalo Hidalgo . Permangola 2018 . Bahia 

Meu nome é Gonzalo Hidalgo. Eu sou chileno de nascimento, mas eu moro nos Estados Unidos há mais de 34 anos. Sou artista formado em performance e também em artes de impressão. E comecei a fazer permacultura há mais de 25 anos.

A permacultura me encontrou em uma viagem ... meu trabalho artístico tinha muito a ver com objetivos que eram ecológicos e sociais e comecei a pensar por muito tempo que as condições de museus e galerias artísticas não davam pra expressar o que eu queria fazer: interagir com mais gente, inclusive manifestar minha visão do mundo só através da arte. Fiquei com um compromisso de fazer um trabalho que tinha como objetivo ter mais contato com mais gente. Que ele fosse um veículo de transformação para mais gente, e a permacultura foi esse veículo. E eu fui um aprendiz e ainda sou aprendiz. Aqui ninguém tem qualidade para dizer que ficou maestro apenas. O verdadeiro maestro é aquela pessoa que pode aprender sempre. Eu acredito que isso é importante.

Mo: E como foi sua primeira experiência com a permacultura?

Gonzalo: Eu já tinha trabalhado com esculturas e sempre tive muita facilidade manual. E estava ensinando em uma universidade e me ofereceram um mestrado em cultura, ecologia e comunidades sustentáveis. Então eu fiz o mestrado e comecei a combinar uma situação que tinha muito a ver com meu trabalho artístico e meu trabalho social voluntário, em comunidades rurais, comunidades indígenas e também na parte urbana, eu trabalhava muito com crianças e juventude, transformando áreas que são abandonadas em jardins comestíveis.

Mo: Então para você o que é a Permacultura?

Gonzalo: Permacultura vem de um conceito da Nova Zelândia e da Austrália que era a agricultura permanente, que era satisfazer as necessidades da terra, observando os ciclos da terra, substituindo um plantio por outro plantio, depois substituir por um plantio que ficava na terra, para que a terra nunca deixasse de produzir e para que a terra não perdesse a microbiótica. Depois de um tempo, algumas pessoas como Bill Wallison e Scotch começaram a perceber que a permacultura não se tratava apenas de agricultura, mas também tinha a ver com sistemas … os sistemas também poderiam ser cíclicos, sistemas de água, de energia, inclusive sistemas humanos. Então assim se criou a permacultura, que é uma cultura permanente. 

A permacultura em si, como eu a entendo, é um sistema de éticas e de princípios aplicáveis a uma organização de construção, uma organização de casas, uma organização de um negócio, porque são princípios basicamente éticos, que tem a ver com três éticas importantes, que são: o cuidado com a terra, o cuidado com o ser humano e o compartilhamento de excedente, porque quando os ciclos se fecham e não são produtivos, eles criam excedentes. Então, ao invés de vender o excedente, você compartilha o excedente e faz a vida de outra pessoa melhor, aí acontece um crescimento porque essa pessoa vai ficar melhor e já serão duas pessoas que estão bem. E depois ficam 4, depois 6, depois 10 … depois milhões.  Então nós podemos criar um mundo que é muito mais sustentável.

Mo: E dentro de tudo o que você esta falando, como podemos usar a permacultura como uma ferramenta de descolonização?

Gonzalo: Acredito que na América Latina seja mais fácil a aplicação da permacultura do que em outros países … porque a gente já vive em um estágio de pobreza. E um estágio de pobreza necessita como um estágio de riqueza. É uma contradição, mas é interessante, porque você tem menos coisas materiais, você está mais sujeito a uma realidade que tem a ver com alimentação, com energia, sujeito a minimizar um gasto, né? E a permacultura tem a ver com isso, de sair de uma rede de consumo, seja consumo energético, de alimentação… um consumo necessário que é formulado através de uma publicidade, de uma estratégia de necessidade falsa. Então, precisamente a permacultura demonstra a você que você pode ser o dono dos sistemas alimentares, que você pode crescer e ter controle de sua alimentação. Você se liberta dos agroquímicos, você sustenta sua alimentação através do lixo orgânico, compostagem e a compostagem vai pra terra e isso realmente não tem custo nenhum. Só tem o custo do trabalho, que não é muito grande. E como são sistemas que vão fechando, o trabalho vem cada vez menos, em maior produção.

Por isso eu gosto de trabalhar muito na parte rural. Sem eletricidade, sem transporte … situação ideal para pensar na permacultura. Começar com mudanças pequenas, você demonstra que pode alcançar um benefício muito bom.

princípios da permacultura

Mo: Como levar e ampliar o alcance dessa tecnologia para o povo rural?

Gonzalo: Essa tecnologia é uma tecnologia apropriada, que existiu por muito tempo. Agora é só recuperá-la. Quando eu faço uma apresentação numa comunidade rural, muita gente fala "Meu pai fazia isso", "Minha avó já praticava isso!" . Foram técnicas que foram desaparecendo, substituídas por técnicas que escravizaram o povo. Mas tem técnicas que são apropriadas e foram trazidas para o contexto moderno, mas são técnicas muito antigas, tanto na construção, na produção alimentar, na produção de energia … Então a permacultura não é uma coisa estranha, uma coisa que está fora do contexto, que se tem que aprender. Um problema que eu vejo entre muitos permacultores é que eles estão usando linguagens muito complexas e a verdade é que é só a linguagem, porque o trabalho é muito simples. De uma simplicidade incrível. Apenas precisamos conectar coisas e fechar os sistemas, por exemplo, para o sistema de água: você capta água da chuva, usa essa água no chuveiro, põe em um filtro natural e logo essa água jorra o jardim. Então com um ciclo você fecha três ciclos. Prestar atenção nas coisas que estão ao seu redor. Como as coisas foram feitas antes? Antes a gente não tinha fios de eletricidade, né? O sol era a energia, usávamos lâmpadas de oleo, esse tipo de coisa … agora é como um clique, você aperta o clique e a luz acende e você tem que pagar pela luz.  Então veio a energia solar agora, que está ficando cada vez mais abundante e mais barata. Também se trata de uma consciência de quanto que você precisa e assim começa a se criar um excedente. Não é “Quem tem mais, consume mais”. Mas sim “Quanto que você precisa?” Se eu estou produzindo mais do que preciso, eu compartilho meu excedente com outra pessoa. Ou faço uma troca, né? Posso trocar eletricidade por feijão, ou trocar qualquer coisa produzo e que me sobre um excedente, né? Criar independência na rede, na rede que você não controla, que ninguém sabe quem controla … Mas cada vez que você está consumindo algo que você não sabe de onde vem, está fazendo milionário a uma pessoa que não tem nenhum contato com você.

Mo: Como as pessoas que vivem nos grandes centros urbanos podem viver a permacultura?

Gonzalo: A permacultura é um sistema de éticas e princípios aplicáveis a fechar sistemas de produção e de trabalho. Sistemas de organizações que são aplicáveis ao campo mas também dentro do contexto urbano.

Você começa a fazer pequenas mudanças. Nos centros urbanos tem mais recursos materiais. Como a eletricidade mais abundante, a gasolina com valores mais baixos, e por isso, maior consume também … você consome mais eletricidade porque na cidade você tem muito mais coisas para pôr na tomada. Tem muito mais tomadas nas casas agora do que tinha antes. Se antes os construtores botavam uma tomada por quarto, hoje são cinco. E hoje tudo é elétrico. Então, eu estou envolvido em projetos que propõe criar jardins alimentícios nos tetos dos prédios. É possível usar áreas urbanas de alta densidade também como centros de captação de água ou produção alimentar, ou esse tipo de coisa. Então se tem a possibilidade de gerar crescimento de consciência dentro de um centro urbano também. Por exemplo, o uso das bicicletas como meio de transporte para ir para o trabalho.

Mo: Como você vê um evento como esse, o Permangola?

Gonzalo: O permangola nasce do conceito… Vou contar como conheci o Mestre Cobra Mansa. Tem uma FICA na cidade de Oakland (EUA), na California, onde vivo. Tem um ritual que é sempre em novembro, no qual os indígenas vão a Alcatraz, uma ilha que está no centro desta Bahia, uma ilha que foi uma prisão por muito tempo. Esse ritual se chama “Ritual da Saída do Sol” e vai muita gente, muitos indígenas mexicanos … se juntam de madrugada. Quando o sol nasce, todos começam a dançar e ficam horas dançando, uma coisa linda linda! Eu estava conversando com um grupo de amigos e precisava de um bilhete para entrar no ferry e chegar na ilha... entaão vejo um Rasta com uma garota, que me fala “tenho dois bilhetes aqui para vender”. Comprei o bilhete e fui conversar com outras pessoas. Logo estou na fila e vem um capoeirista do México e me saúda. De repente ele diz “Mestre, mestre! Este é o cara que te falei da Permacultura!” e aí me aparece o Rasta que me vendeu o bilhete! Era o Mestre Cobra Mansa. Então subimos no ferryboat, começamos a conversar e ficamos conversando por três dias! No ano seguinte eu tinha que vir a São Paulo e Cobra Mansa me falou do evento chamado “Permangola”, que levavam mais de três anos fazendo, naquela época. Eles propunham a união da Capoeira Angola com a Permacultura. Então, de Sao Paulo vim para Valença. Há 8 anos atrás … E aqui começamos a trabalhar … pensar no que o evento precisava para melhorar, o que precisava a localidade de Bonfim, em Valença … pensar no que o Kilombo precisava, analisar o presente e pensar no que podia ser feito para o futuro …

Eu gosto muito dessa essência que a permacultura apresenta … as estratégias de como manejar um terreno, como fazer um desenvolvimento sustentável … de encontro com a capoeira, que trás a disciplina e a espiritualidade, o que muitas vezes você não encontra em grupos de Permacultura.

A espiritualidade cria um movimento dentro da capacidade humana para as coisas que não são compreensíveis mas que são necessárias.


Para finalizar, eu gostaria de estender o convite às pessoas que terão acesso a essa conversa, que se aproximem da Permacultura, que se aproximem do Permangola, onde a permacultura se encontra com a capoeira angola e ficam nessa dimensão … conectando agro-floresta, bioconstrução, captação de água, plantio, espiritualidade e interação humana ... Todo o propósito do que fazemos tem a ver com interação entre pessoas … temos que entender o que é o outro … que o outro não é um estranho … o outro é parte de nós. Todos Somos Um. Eu reconheço em você minha pessoa, minha necessidade e minha intenção.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Permangola 2018: Capoeira Angola, Permacultura, Cultura Popular, Filosofia Africana

                               

Em sua 12§ edição, o Permangola 2018 reunirá Mestres e especialistas da Capoeira Angola, permacultura, filosofia africana, medicinas naturais e cultura popular, conectando ancestralidade e uma perspectiva futurista de respeito e cuidado com a terra e com o próprio ser humano.

A proposta de reunir em um único encontro os fundamentos e filosofia da Capoeira Angola e os princípios da Permacultura, fazem do Permangola um evento único e uma referência no mundo da capoeira.

Acredito cada vez mais que o mundo precisa integrar o homem e a natureza em uma coisa só. - Diz o Mestre Cobra Mansa, um dos idealizadores do Permangola: Nós estamos com um déficit com a mãe-terra, a gente tem destruído muito a terra... a gente está com essa dívida e a gente tem que começar a pagar antes que a terra venha cobrar da gente. (...) A gente quer que isso aqui seja um modelo tanto de bio-construção, quanto de sustentabilidade”.

O Kilombo Tenondé, localidade onde o evento acontece anualmente, é um centro de atividades agropercológicas (agricultura, pecuária, ecologia e capoeira angola), que busca resgatar a filosofia e a importância histórica dos kilombos brasileiros, tendo como maior objetivo estimular a criatividade, o pensamento construtivo e os valores de convivência humana e harmonia com a natureza, sendo o local perfeito para sediar este encontro, que busca partilhar sementes e gerar intercâmbios para a transformação do indivíduo e do capoeirista em seus múltiplos aspectos, sempre em comunhão e respeito com a natureza, abrindo novas perspectivas para o entendimento da própria Capoeira Angola e da vida em comunidade.

Assim, aqueles que sentirem o chamado para partilhar deste encontro e se abrir para o infindo aprendizado de cuidar da terra, de si e do outro, que venham preparados com sementes para as trocas, barraca, lençóis, cobertores, repelentes, cobertores, lanternas, roupas e ferramentas de trabalho (botas, calça comprida, camisas de manga longa) e boas vibrações!

Aqui estão alguns dos convidados que participarão do Permangola 2018:
- Mestre Leninho: Mestre de capoeira angola , artesão , especialista em fabricação de caxixi e berimbau.
- Treinel Fabricio: Capoeirista, artesão, especialista em madeira e construção de móveis rústicos.

- Mestre Valmir: Mestre de capoeira angola, artesão, especialista em fabricação de caxixi e berimbau.

- Sergio São Bernardo: Doutorando na UFBA, Professor da UNEB e membro do instituto Pedra do Raio.
- Sr Brasilino: Líder da comunidade do Kilombo tenonde ,especialista em plantas medicinais , árvores da mata atlântica e mestre da casa de farinha.
- Yaia Floresta: Especialista no Sagrado feminino e do Temascal (Sauna Sagrada) 
- Mo Maie: Pesquisadora nas áreas de música e dança africana e afro-ameríndia brasileira.
- Sheila: Especialista em ervas medicinais, fabricação de tinturas, pomadas, remédios caseiros, etc...
- Re Floresta: especialista em Agrofloresta, reflorestamento, fabricação de remédios e florais. 
- Mestre Lua (A confirmar): Mestre de capoeira angola, especialista em agrofloresta de altura, Bioconstrução, escultura em madeira, etc….
- Mestre Naldinho: Mestre de capoeira, especialista em orquídeas, peixes ornamentais, etc.. 
- Mestre Rene (ACANNE): Mestre de capoeira, trabalhos com educação e africanidades.
- Gonzalo Hidalco: Mestre em Permacultura, sistema agroflorestal, sistema de irrigação e Sauna sagrada.
- Mestra Gegê: Mestra de capoeira angola, trabalho com crianças, yoga, etc...
- Rayluz: capoeirista, trabalho trança em palha de coqueiro. 
- Contra Mestre Guaxini do Mar: mestre de capoeira angola. 
- Bruninha: especialista em trabalho educativo com Compostagem e reciclagem, etc...
- Dó: Pemacultor, especialista em sistema de agrofloresta, poda, enxertia, clonagem, técnico agricola .
- Dr Eduardo Oliveira: especialista em filosofia africana, capoeirista, antropólogo, professor da UFBA. 
- Rede Africanidade: Grupo de estudo africanos da UFBA.  
- Prof. Geraldo: Professor da UFBA, especialista em PNCS (Plantas alimentícias não convencionais).
- Tiago: especialista em ervas (herbário,UFBA).
- Maíra: gastronomia , especialista em PANCS.
- Juliana (ufba)
- Sr Dadu: Mestre das plantas, PNCS, agricultor.
- Norval Cruz : Especialista em nutrição, alimentação natural, trilhas da lua.

e muito mais, em breve a confirmar ……

Permangola 2018


Para maiores informações:
kilombotenonde@yahoo.com.br
cobramansa@hotmail.com

http://www.kilombotenonde.com/kilombo-tenonde/


Como chegar ao Kilombo:
Vindo de Salvador, pegue o Ferry Boat até Bom Despacho e de lá pegue um ônibus até a cidade de Valença.
Desça na rodoviária e pegue outro ônibus até o Povoado de Bonfim e peça ao motorista para descer no Kilombo, do mestre Cobra Mansa.
Caso você precise esperar muito pelo ônibus na rodoviária de Valença, outra opção é pegar uma Kombi  (3 reais)
na Feira de Valença que passe no Povoado do Bonfim. A Feira de Valença está a 15 minutos caminhando da rodoviária.
Se você chegar depois das 17:20 e não encontrar nem ônibus e nem Kombi, você pode pegar um taxi até o Povoado de Bonfim.
Contamos com o apoio de Nelson, mestre de capoeira e taxista (contato: (75) 3611-2663 ou (75) 9147-1895). É só dizer que está indo pro Kilombo Tenonde que ele cobrará apenas 50 reais pela corrida até o Kilombo. Normalmente, custa mais caro, pois são 20Km até lá.

Os horários do ônibus Valença-Povoado de Bonfim (média de 2,65 reais) são:
Empresa Cidade do Sol: 05:45, 07:50, 10:10, 12:20, 14:30, 17:00
Empresa Santana: 05:30, 07:10, 09:30, 12:00, 15:10, 17:20 (Domingo 07:10, 12:00, 15:10, 16:10, 17:20)

Empresa Camurugipe: 05:30, 7:00 e 11:30
Se não quiser ir de Ferry Boat, outra opção é pegar um ônibus que sai de Salvador e vai direto até Valença.
Tem um ônibus da Águia Branca, somente na segunda-feira e sexta-feira, que sai de Salvador às 06:20, chega em Valença às 10:25 da manhã, e custa 34,76 reais.

Você pode comprar a passagem pela internet:
https://www.aguiabranca.com.br/cgi-bin/br5.cgi

Se você vier de carro pela BR 101, você entra no entroncamento com a BA 542, o Kilombo está a mais ou menos 10Km.
Você verá a placa do Kilombo do seu lado direito. A aproximadamente 100m você verá a casa principal do Kilombo.

sábado, 1 de julho de 2017

Plantio de Cabaças e Estudo de Kindezi na Sala Verde

Walèmbwa leia kalèndi bakula ntoko za môyo ngâtu za buta mu zola ko. “Quem jamais cuidar de um bebê” – diz um provérbio Kôngo, “nunca entenderá a beleza da vida nem a de educar com amor”.


Kindezi: Arte Kôngo de Cuidar de Crianças
Nessa lua cheia de julho vai dançar a SALA VERDE KINDEZI com o BOI TUTU MARAMBÁ na comunidade de Barra Grande, na Ilha de Itaparica.
A Sala Verde Kindezi nasce no bairro da Mata dos Leões.
Além do auto do boi, vamos ter roda de conversa sobre KINDEZI (a arte bakongo de cuidar de crianças) com plantio de sementes de cabaça, pra futura produção de berimbaus e instrumentos ancestrais afroameríndios. Quem vai nos ensinar a plantar vai ser Lourdes Santiago e Celine Ruggeri Lima , moradora da comunidade de Barra Grande.
Se vier para acampar, traga sua barraca.
A comida será feita entre todos, então traga sua colaboração. Não se esqueça da água, frutas e repelente.
Para participar do evento, a contribuição é voluntária.
Cuidado com o lixo, com os animais nativos e com a natureza.
Bahia mãe terra precisa de mãos fortes para lhe cuidar. Foram muitos anos de exploração já.
Programação:::
08.07. ::: Na tarde de sábado
PLANTIO DE SEMENTES com Lourdes Santiago e Celine Ruggeri Limacom TAMBORES
ENSAIO E CRIAÇÃO DE FIGURINOS para o auto de TUTÚ MARAMBÁ. colaboração do músico Zezinho Molinari
09.07. ::: Domingo
RODA DE CONVERSA sobre a pedagogia KINDEZI (A arte Bakongo de cuidar de crianças)
APRESENTAÇÃO do auto de TUTÚ MARAMBÁ
RODA DE CAPOEIRA
A SALA VERDE é um universo de criação e pensamento
onde trabalhamos buscando unir ecologia, artes, capoeira, permacultura, cultura popular para atuar como centro de formação para a comunidade de barra grande, da ilha de itaparica e do mundo.

Essa sala verde está nascendo agora. Estamos na busca de potencializar o melhor das pessoas ao nosso redor, em harmonia com a natureza da ilha e para criarmos um lugar que gera nossa formação e de nossos filhos para os filhos de seus filhos.
Estamos começando os estudos sobre a pedagogia KINDEZI, que QUE SE TRATA DA ARTE DE CUIDAR DE CRIANÇAS, BASEADA NA FILOSOFIA DOS ANTIGOS POVOS BANTUS.
Como poderemos trazer essa pedagogia de ensino para a comunidade e trabalhar seus fundamentos? Vamos aprendendo pelo caminho.
Outra coisa importante de dizer é que trabalhamos em parceria com o Movimento Mulheres do Mar, da comunidade de Barra Grande, que é um movimento de capoeira e gênero, coordenado por CM Brisa Do Mar e Ale Matt .
BASES PEDAGÓGICAS: ARTE, CAPOEIRA, SAÚDE POPULAR, CULINÁRIA, PERMACULTURA, KINDEZI, CULTURA POPULAR, MARCENARIA, COSMÉTICA NATURAL
KINDEZI,
Walèmbwa leia kalèndi bakula ntoko za môyo ngâtu za buta mu zola ko. “Quem jamais cuidar de um bebê” – diz um provérbio Kôngo, “nunca entenderá a beleza da vida nem a de educar com amor”.