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a dança do transe gnaoua

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os espíritos que iluminam a noite, os espíritos que sopram através do vento, os espíritos que caminham pelas florestas e desertos, os espíritos que fazem tremer montanhas, Os espíritos que enfrentam a tempestade, um cavalo de vento que reina sobre o mar e sobre as espumas do oceano ... somos escravos da pele recém-marcada. seja testemunhas destas marcas, que nunca vão se apagar ºº Canto gnaoui


Este ano participei do projeto Dança Afro: Corpo em Estudo. Uma proposta super interessante, em que tivemos vivências com várias mestras e mestres de distintas modalidades de dança afro em Salvador e, ao final da experiência - que durou quase um mês, cada participante concebeu uma proposta de aula de dança.

Em minha proposta escolhi trabalhar a dança, o corpo e o transe, inspirada nas experiências de iniciação nos rituais da comunidade gnaoua, no Marrocos, que vivi em 2008, me havendo marcado profundamente.

Por estar na Bahia, a idéia foi conectar as influências dos caminhos do transe gnaoua com o …

lila xirê, baba hamou

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O espetáculo "Lila Xirê" aconteceu em Essaouira, Marrocos, em dezembro de 2012.
O espetáculo foi criado e desenvolvido a partir de bases rítmicas e melódicas de algumas tradições afro-religiosas do Brasil e do Marrocos, que possuem práticas ritualísticas animistas herdadas da diáspora africana, ricas em música, danças e cores.
Fotografia: Zacaria Tinariuen
Direção de Vídeo, filmagens e edição: Sophien Bouhali
Músicos: Rachid- Guembril e voz
Limini -- Guembril e Krakabs
Aziz- Percussão e Krakabs
Forat- Krakabs e dança
Halid -- Krakabs, Dança, voz e guembre
Abdelhak -- Percussão e voz
Ana Maria -- Percussão, voz e dança
Mônica Elias -- Percussão, voz, flauta e dança
Anna Pujos -- Piano, voz e percussão
Daniel Pedrazza -- Flauta indiana Bansuri

a flor do velho. lila xirê. fusão afro brasil gnaoua

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O espetáculo "Lila Xirê" aconteceu em Essaouira, Marrocos, em dezembro de 2012.
O espetáculo foi criado e desenvolvido a partir de bases rítmicas e melódicas de algumas tradições afro-religiosas do Brasil e do Marrocos, que possuem práticas ritualísticas animistas herdadas da diáspora africana, ricas em música, danças e cores.
Fotografia: Zacaria Tinariuen
Direção de Vídeo, filmagens e edição: Sophien Bouhali
Músicos: Rachid- Guembril e voz
Limini -- Guembril e Krakabs
Aziz- Percussão e Krakabs
Forat- Krakabs e dança
Halid -- Krakabs, Dança, voz e guembre
Abdelhak -- Percussão e voz
Ana Maria -- Percussão, voz e dança
Mônica Elias -- Percussão, voz, flauta e dança
Anna Pujos -- Piano, voz e percussão
Daniel Pedrazza -- Flauta indiana Bansuri

Lila - Derdeba : Cosmogonia Gnaoua

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Os Gnaouas são o povo que descende de negros da África Ocidental, levados para trabalhar como escravos no norte do Sahara, para dar suporte ao Império Almohade, trabalhando no exército e na construção de edifícios e fortificações.

Muitos se instalaram no Marrocos, onde seus descendentes ainda hoje mantêm as tradições gnaoua, que se fundiram com práticas islâmicas sufistas e beribéris, mantendo parte de suas práticas animistas. Essaouira, cidade portuária marroquina possui a mais importante reunião de músicos Gnaouas de todo o Marrocos, com relevante visibilidade artística e agenda cultural; em sua décima quinta edição, também sedia o Festival de Gnaoua e Músicas do Mundo (ver http://www.festival-gnaoua.net/fr/).

Os gnaouas possuem um ritual místico de transe (chamado de "Lila" - que em árabe quer dizer noite - ou "Derdeba") onde a música é o principal elemento de união de seus adeptos com suas divindades.

Durante toda a noite, ao som do guembre (baixo acústico de ma…