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Corpo, Ancestralidade e Libertação: VI Congresso de Filosofia da Libertação e III Encontro Internacional de Filosofia Africana

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Este ano Salvador sediará a sexta edição do Congresso de Filosofia da Libertação e III Encontro Internacional de Filosofia Africana. O encontro vem sendo realizado pelo Grupo de Pesquisa Rede Africanidades (UFBA) e acontecerá nos dias 01, 02, 03 e 04 de outubro de 2019 em Salvador, tendo como tema "Corpo, Ancestralidade e Libertação". O objetivo do Congresso é produzir e difundir conhecimentos relativos à Filosofia Latino-Americana - particularmente com respeito à Filosofia no/do Brasil - e à Filosofia Africana, em diálogo com o Pensamento Social Brasileiro, ampliando o intercâmbio entre os sujeitos e instituições parceiras, tendo o CORPO como tema transversal a fim de valorizar a práxis das comunidades epistêmicas (comunidades de prática, tradicional e acadêmica) e promover a diversidade de linguagens (acadêmicas, artísticas e ativistas) que nos constituem na construção de contextos de libertação, nos informa a primeira circular pública do evento.



A proposta do VI CBFL e III E…

Roda Bakongo no Festeco

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pela libertação da mentalidade escravocrata e colonizada do povo brasileiro ... é preciso reconectar-se com raízes talhadas e interrompidas, com ancestralidade que conecta passado, presente e futuro e por isso é algo que se constrói no aki e no agora, no movimento. É preciso respeitar a sagrada natureza que habita no mundo e em nós mesmos ... Das palavras de Fu Ki.Au: "O mundo natural é o mais seguro e rico laboratório da raça humana. É um laboratório sem paredes, que os Bântu continuam a descobrir desde a sua mais tenra idade. O processo fundamental de aprendizagem para os jovens Bântu tem lugar dentro desses laboratórios sem paredes. As pessoas andam dentro deles silenciosamente, por causa da sua sacralidade, e elas ficam de pé ali assim como diante de monumentos. O homem do remédio (ngânga), curador da comunidade, gasta maior parte do seu tempo dentro desse templos vivos, bibliotecas e laboratórios para “estudar” e coletar o remédio da comunidade. Para cada remédi…

Joab Jo Malungo

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"Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado. 
O Corpo não é o corpo. Só não existe. 
O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote.
A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa."
O corpo é o que não nos deixa perder de nos mesmo.
A gente nao perde o corpo nunca.
A colonização tentou nos separar de nosso próprio corpo." (Joab Jo)

Lila - Derdeba : Cosmogonia Gnaoua

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Os Gnaouas são o povo que descende de negros da África Ocidental, levados para trabalhar como escravos no norte do Sahara, para dar suporte ao Império Almohade, trabalhando no exército e na construção de edifícios e fortificações.

Muitos se instalaram no Marrocos, onde seus descendentes ainda hoje mantêm as tradições gnaoua, que se fundiram com práticas islâmicas sufistas e beribéris, mantendo parte de suas práticas animistas. Essaouira, cidade portuária marroquina possui a mais importante reunião de músicos Gnaouas de todo o Marrocos, com relevante visibilidade artística e agenda cultural; em sua décima quinta edição, também sedia o Festival de Gnaoua e Músicas do Mundo (ver http://www.festival-gnaoua.net/fr/).

Os gnaouas possuem um ritual místico de transe (chamado de "Lila" - que em árabe quer dizer noite - ou "Derdeba") onde a música é o principal elemento de união de seus adeptos com suas divindades.

Durante toda a noite, ao som do guembre (baixo acústico de ma…