Postagens

Mostrando postagens com o rótulo maracatu

Do outro lado de cá: O Sistema Caboclo

Imagem
Por que este encontro aconteceu na Zona da Mata?  Por que em terra de caboclo? 

Por que conexões Mandinga - Ginga - Linha de Kalunga ?

Foi assim que Joab Jo falou: "Tentam diasporar nosso corpo, mas nosso corpo não pode ser diasporado. O Corpo não é o corpo. Só não existe. O pinote não é só pinote. O pinote é o pinote. A capoeira não é só pinote. Não é só pulo. A capoeira pensa." O corpo é o que não nos deixa perder de nos mesmo. A gente não perde o corpo nunca. A colonização tentou nos separar de nosso próprio corpo." (Joab Jo) "Não existe opressão que não atravesse o corpo" (Eduardo Oliveira) Ataques a corpos que não se deixam docilizar. As historias de vida é a cura dos sistemas estruturados para oprimir. Todos temos nossas narrativas.  O Jogar capoeira é como parir.  Pertencimento, Colonialismo . É muita gente violentada. É muito corpo violentado. Se não percebemos os mecanismos de violência não conseguimos lutar contra a imposição destas ideologias violentas. Os enca…

DJALÔ. VIVÊNCIA DE CONFECÇÃO DE XEKERES em ARACAJU

Imagem
. A vivência *Djalô . Confecção de Xekerès* te convida a adentrar no universo mágico da confecção deste instrumento de percussão presente em vários territórios do oeste afrikano, em países como Nigéria, Togo, Gana, Benin, Mali, Serra Leoa e Costa do Marfim.  . Facilitada pela musicista, pesquisadora e luthier Mo Maiê, a vivência acontecerá na Sede do Grupo de Capoeira Angola Abaô, na capital de Sergipe. . Aprenderemos como confeccionar um Xekerê passo a passo, conhecendo sua história, técnicas de trançado, geometria sagrada, cuidados com a cabaça e introdução a ritmos ancestrais, permeado pelos fundamentos da Filosofia Bakongo. . Para acessar o link da vivência no Facebook > https://www.facebook.com/events/804647406404275/
Imagem
É com imensa alegria que convidamos você para a vivência "FAÇA VOCÊ MESMO SEU AGBÊ!!" O ateliê XEQUERÊS DJALÔ em parceria com o MARACATU VENTOS DE OURO, realizará nos dias 10 e 11 de junho a oficina de confecção de agbê no KILOMBO TENONDÉ DE COUTOS, no subúrbio ferroviário de Salvador, espaço fundado pelo mestre Cobra Mansa, com a intenção de combinar a arte da Capoeira Angola com a prática de Permacultura. Nossa vivência será realizada com o intuito de estimular @s “maracatuzeir@s”, músicos, artesãos, amantes das artes em geral, a confeccionarem seus próprios instrumentos, fortalecendo laços d@ batuqueir@ com o grupo, mas também fortalecendo o laço e o respeito d@ batuqueir@ com o seu instrumento. Serão dois dias inteiros de atividades, ensinando passo a passo como confeccionar um xequerê, contando a história do instrumento, mostrando diversas formas de trançar a rede e também ensinando passes básicos de dança e toque com xequerê. Teremos duas opções de oficina, uma opção p…

MULHER, IDENTIDADE, RESISTÊNCIA E CULTURA: Dia 26/03 no Dique do Tororó

Imagem
Nesse domingo dia 26 de março estarei facilitando a experiência "Corpo, Cantos e Ritmos Afrobrasileiros" no evento realizado pelo grupo feminino Maracatu Ventos de Ouro, da cidade de Salvador.

Abaixo o convite:
Continuando as homenagens as mulheres encerraremos o mês de março com o evento "Mulher , Identidade , Resistência e Cultura" e o Maracatu Ventos de Ouro convida a todxs para participar desta ação que acontecerá no dique do Tororó a partir das 9h. Na programação teremos oficinas, apresentações de cultura popular e pra encerrar essa linda festa cortejaremos ao som dos tambores do Maracatu Ventos de Ouro.
TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS !  Esperamos por todxs ;) 
PROGRAMAÇÃO:
DIA: 26/03/2016 LOCAL: Dique do Tororó Horário - Inicio das atividades 9h
OFICINA DE DANÇA - 9H Trabalhando a integração e expressão corporal com Thaiz Gouveia

OFICINA DE CORPO, CANTOS E RITMOS AFROBRASILEIROS - 9:30
Trabalhando estudos de ritmos e consciência da corporeidade inerentes ao…

Kalunga

Imagem
Matamba (Maracatu)

Lua, luanda, me enluarou Quando Oyá Matamba por aqui passou Bola de fogo lumiava o ar, 
a força do vento balançava o mar
Dentro do universo artístico/cultural/espiritual em que vive o maracatu, existe um objeto mágico chamado Kalunga, que tem o poder de conexão do plano dos vivos com o plano dos mortos. Assim, resguarda em seus axés a memória dos Eguns (espíritos dos mortos), dos ancestrais daqueles que fazem parte de uma nação, trazendo força e proteção ao grupo e a cada um como indivíduo.
Para Mário de Andrade, autor da frase acima, a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, o simbolismo da festa e da guerra, juntos e misturados. 
Nas línguas de origem banto, a palavra Kalunga também quer dizer Oceano. Para os africanos o oceano era o mundo desconhecido e inexplorado, o mundo da morte, a senda proibida, as infinitas p…

nação pernambuco: dança dos arcos

Imagem

maracatu lua nova

Imagem
O maracatu entrou em minha vida sem eu nem saber como foi... com certeza nos anos 90, a presença sonora de Chico Science e seu movimento Manguebeat foi um dos responsáveis por esse ritmo chegar junto a mim, com meus ouvidos adolescentes ávidos por coisas novas e surpreendentes. Para mim, Chico Science foi um ser humano não só revolucionário, mas iluminado, garimpando das lamas dos mangues e do caminhar dos caranguejos a poética libertária do movimento recifense. O Manguebeat trouxe à tona a ciranda, o maracatu, o cavalo marinho, sonoridades pernambucanas com uma roupagem contemporânea, pop, transmutada (o que não agradou aos mais ortodoxos) em diálogo com várias linguagens artísticas como o vídeo, as artes plásticas e as novas tendências eletrônicas, tudo numa maneira muito clara, roqueira, fácil de ser assimilada. Depois foi mesmo em Minas que debutei como catirina, dançando nos cortejos do Maracatu Lua Nova, nação de Belo Horizonte, pelas ruas de Conceição do Mato Dentro, nos sertões…