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Vivência de Música do Oeste Africano com Gusta King

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Com imensa alegria convidamos a todos para participar da vivência de Música do Oeste Africano, com o músico e construtor de instrumentos musicais Gusta King (Argentina).
O encontro acontecerá de 11 e 12 de Agosto (em Ouro Preto) e 18 e 19 de Agosto (em Mariana).
A proposta principal da vivência é estimular o encontro de músicos e amantes da música com culturas ancestrais da Farafina (África do Oeste), através da música - a máxima expressão de um povo.
Serão estudados ritmos, melodias e cantos dos países Mali, Burkina Faso e Guiné Conakri.

A vivência está aberta para músicos em geral e amantes do Afro em particular, sendo que não é necessário contar com instrumentos africanos (aqueles que tocam algum instrumento melódico ou de percussão, poderão participar com seu instrumento).

SOBRE GUSTA KING:

"Amante da África, de sua cultura, sua música, seus instrumentos ... 

Estudei balafone em Mali com o Mestre Karim Bengaly do INA (Instituto das Artes de Bamako) e visitei a África em três oportun…

Salif Keïta: A Diferença

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Salif Keïta é um cantor e compositor do Mali. 
Salif Keita é mesmo um ser genuíno. Descendente direto de Sundiata Keita, o fundador do Império do Mali, seus grandes temas embalaram muitos corações africanos. 

Considerado como a "Voz de Ouro da África", por ser herdeiro de Sundiata Keita não deveria ser um músico, "função social" dos Djelis, os griôs em sua terra natal, Djoliba, da qual foi expulso por sua família e ostracizado pela comunidade por causa de seu albinismo, um sinal de má sorte na cultura Mandinga.
Deixou Djoliba para Bamako em 1967, onde ingressou no Super Rail Band de Bamako, patrocinado pelo governo. Em 1973, Keita se juntou ao grupo Les Ambassadeurs. 
Keita e Les Ambassadeurs fugiram da agitação política no Mali em meados da década de 1970 para Abidjan, na Costa do Marfim, e posteriormente mudaram o nome do grupo para "Les Ambassadeurs Internationaux". 
A reputação do Les Ambassadeurs Internationaux subiu para o nível internacional na década d…

Djorolen . Oumou Sangare, Sangare kono

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Djorolen . “Cries out in the forest/ The worried songbird/ Her thoughts go far away/ The worried songbird/ cries out in the forest/ The worried songbird/ Her thoughts go far away/ For those of us who have no father/ Her thoughts go out to them” "Em muitas de suas canções, Oumou Sangare (Mali), refere-se a si mesma como 'Sangare kono'. Sangare, SongBird. 

Fazê-lo é um privilégio especial de músicos de Wassoulou, no sul do Mali. 

A sabedoria na poderosa letra de Oumou brota de suas experiências crescendo na capital do Mali, Bamako. 

Sua mãe foi abandonada pelo pai quando ela tinha apenas 2 anos de idade, uma represa do tempo muito traumática. Seu pai abandonou a família e foi viver com uma segunda esposa. 

Sua mãe caiu em depressão. Ela era musicista profissional: cantava em casamentos e batizados. 

Depois que o marido a deixou, ela ficou muito desanimada e cansada para cantar. Mas quando o fazia, Oumou a acompanhava e, a partir dos 5 anos, Oumou começou a juntar-se à sua mãe, c…

Árvore da memória: Dimitri Dracius e os Caminhos da Mandinga

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Dimitri Dracius nos fala um pouco sobre sua vida e sua conexão com a Capoeira e a Ladja, luta marcial da Martinica, seu país de origem, a Martinica . .
. Meu nome é Dimitri Dracius. Nasci na Martinica.

Sempre fui uma criança que gostava de dançar. Eu gosto do ritmo. Meu pai era apaixonado de salsa, apaixonado de percussão. Então eu nasci numa casa que tinha muita música.Principalmente do Caribe.

A Martinica é um lugar com 95% de negros. Então, uma cultura musical, uma cultura de dança. A gente tem várias danças. Tem o Zouk, tem música tradicional, mas ao mesmo tempo eu não tinha muita ligação com isso. 

Eu nasci dançando. Quando cheguei na idade de 13, 14, 15 ... gostava de brincar um pouco de imitar as pessoas da Ladja com amigos. A gente tentava fazer o golpe para imitar eles, 

mas neste tempo a gente não valorizava nossa cultura.
Com 18, 19 anos eu fui pra Canadá. 

Lá eu descobri a Capoeira Angola e ao mesmo tempo, um amigo me iniciou realmente no Danmye, porque antes disso eu fazia só p…

Ritmo Kassa, de Guiné

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Agora em agosto tive o prazer de partilhar algumas aulas de ritmo malinké com Mohamed Sylla (Guiné) e Dramana Daho. Brincamos o ritmo "Kassa", ritmo típico do oeste da Guiné, tocado em honra a colheitas. Como todo e qualquer ritmo malinké, vem pareado a uma dança homônima. Segundo a tradição, quando é tempo de colheita os agricultores vão para o campo, que costuma ser longe das aldeias, onde as mulheres vêm para preparar a comida para os que estão trabalhando no campo e os músicos vão tocar para dar força aos trabalhadores. Quando a colheita chega ao fim, há uma celebração chamada Kassalodon.  Segundo Famadou Konaté, um outro costume típico dessa festa é uma brincadeira em que a moça mais bonita da vila prende um lenço na ponta de uma vara. O trabalhador que primeiro pegar o lenço passa uma noite com a jovem. No entanto, se a moça ficar grávida, o homem é espancado em público.
Assim aí vai de presente uma típica canção, que você pode ouvir no video em que Mohamed canta belamente …