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É com imensa alegria que convidamos você para a vivência "FAÇA VOCÊ MESMO SEU AGBÊ!!" O ateliê XEQUERÊS DJALÔ em parceria com o MARACATU VENTOS DE OURO, realizará nos dias 10 e 11 de junho a oficina de confecção de agbê no KILOMBO TENONDÉ DE COUTOS, no subúrbio ferroviário de Salvador, espaço fundado pelo mestre Cobra Mansa, com a intenção de combinar a arte da Capoeira Angola com a prática de Permacultura. Nossa vivência será realizada com o intuito de estimular @s “maracatuzeir@s”, músicos, artesãos, amantes das artes em geral, a confeccionarem seus próprios instrumentos, fortalecendo laços d@ batuqueir@ com o grupo, mas também fortalecendo o laço e o respeito d@ batuqueir@ com o seu instrumento. Serão dois dias inteiros de atividades, ensinando passo a passo como confeccionar um xequerê, contando a história do instrumento, mostrando diversas formas de trançar a rede e também ensinando passes básicos de dança e toque com xequerê. Teremos duas opções de oficina, uma opção p…

O frevo e a Capoeira: Origens

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Alguma vez já passou por sua cabeça que o frevo e a capoeira têm alguma coisa em comum? O frevo nasceu entre o final do século XIX e início do século XX, em Recife e Olinda (Pernambuco), época em que a capoeira foi proibida na região, vista como uma prática marginal, como mostra o recorte de uma publicação da época do Diário de Pernambuco (edição de 15 de dezembro de 1864), em que se transcreve um ofício do coronel comandante das armas: "Pelo reprovado costume adotado pelos escravos nesta cidade, de acompanharem as músicas militares, dando a uma ou a outra vivas e morras, apareceram desagradáveis conflitos e isto há muito. Ontem, o partidista de uma dessas músicas - Melquíades - preto, escravo, deu, no meio dos gritos de um e outro lado, uma facada no pardo, também escravo Elias, dizendo-se ser o ofensor partidista de uma das músicas e ofensor de outra." De origem afrobrasileira, como não poderia deixar de ser, essa riquíssima manifestação surgiu do encontro da música com a dan…

Samba de côco

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O Brasil é mesmo impressionante no que diz respeito à diversidade da natureza e à diversidade dos bens de nossa cultura popular. Ontem me peguei meditando sobre o côco, uma das estrelas do nordeste. Daqui da Bahia até lá em cima do Brasil existem diversas manifestações desse ritmo tao forte e sincopado, que nasceu no Pernambuco e se espalhou por todos os estados onde existe um coqueiro. Se tem coqueiro, tem côco, se tem côco, tem "quebradeira de côco". Dizem que foram nos momentos de quebrar o côco para extrair as "coconhas" que nasceu o ritmo e a dança do côco, filho da mistura de influências de africanas, indígenas e - ouso dizer - árabes. Outros dizem que foi do momento de amassar com os pés o barro da terra, para preparar o adobe para construir casas.   Com essas fortes raízes das culturas tribais e orais dos povos acima citados, o côco nasce de rituais tao antigos quanto a própria vida na terra: a celebração da abundância, da fertilidade da terra, do alimento, da…

Kalunga

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Matamba (Maracatu)

Lua, luanda, me enluarou Quando Oyá Matamba por aqui passou Bola de fogo lumiava o ar, 
a força do vento balançava o mar
Dentro do universo artístico/cultural/espiritual em que vive o maracatu, existe um objeto mágico chamado Kalunga, que tem o poder de conexão do plano dos vivos com o plano dos mortos. Assim, resguarda em seus axés a memória dos Eguns (espíritos dos mortos), dos ancestrais daqueles que fazem parte de uma nação, trazendo força e proteção ao grupo e a cada um como indivíduo.
Para Mário de Andrade, autor da frase acima, a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, o simbolismo da festa e da guerra, juntos e misturados. 
Nas línguas de origem banto, a palavra Kalunga também quer dizer Oceano. Para os africanos o oceano era o mundo desconhecido e inexplorado, o mundo da morte, a senda proibida, as infinitas p…

maracatu, ritmo sagrado

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MARACATU – RITMOS SAGRADOS é um documentário que mostra a realidade dos maracatus de Pernambuco, como vivem os seus mestres, suas rainhas, seu mundo, suas casas, suas vidas...  A força vital de ancestrais do batuque afrobrasileiro permanece nos morros de Recife, Olinda e Nazaré da Mata. O humano se transfigura no sagrado, através do ritmo, da dança e das cores, que remetem à imagem dessa alma peregrina presente na cultura do cotidiano, da rua, da cidade e da história do povo brasileiro...  (Eugenia de Freitas Maakaroun, em sua tese de Mestrado da escola de Belas Artes da UFMG, em 2005.