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uma valsa chamada lívia

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juro que não tinha pensado mesmo em escrever começando assim. com essa partitura. nem tinha relacionado que justo hoje falei com minha vó de manhã. e ela é a musa inspiradora dessa canção. e esse texto tem totalmente a ver com minha vó porque antes de sair de casa conversei com ela. e fui pra aula e por todo o caminho fui olhando pra cidade... e a cidade olhando pra mim. eu entendo totalmente porquê minha vó acha que eu sou completamente maluca de morar em salvador, sem dinheiro, no morro, sem carro, estudando pra ser músico! (?) ... mas eu sei que ela entende também porquê eu estou aqui. eu vim atrás de grandes mestres. mas nem precisa ser chamado assim. 
eu fui olhando quando a cidade olhava em mim. eu vi tanta coisa, vó: nossa, o centro então, tive que ir caminhando pelo centro e parei de repente de  andar depressa, com a pressa dentro de minha barriga. comecei a respirar profundo, com aquela música do Milton (Nascimento) na cabeça: o que vocês diriam dessa coisa que não da mais pé …

Como canta o coração

«Caminho como canta o coração; com ritmo de vida e de luz. Não obstante todos os obstáculos colocados por raças obscuras. A vida pertence-me. É linda. Será minha enquanto ela viver. Eternamente. É isto que canta o meu coração. É isto que diz a marcha rítmica a pés descalços no caminho pedregoso. No caminho da vida e da luz. Jovem, não tenhas medo. A natureza é tua amiga e o ritmo é a tua riqueza. Canta, dança, vive e ri e sê feliz. Trabalha na beleza que se desprende dos cânticos dos “griots” que semeiam doçuras de optimismo no esforço dos homens. Canta, vive e trabalha e assim serás um homem. Eis a lição do meu povo. Negro do oeste a este e até ao Cabo da Boa Esperança. Povo de tristezas e alegrias todas embebidas de música e dança. Para o nascimento da criança. Para ajudá-la a crescer e a viver uma longa vida como homem. Para lhe abrir, por fim, as portas de uma outra vida, quando já tiver fechado os olhos para rever melhor. “Os mortos nunca partiram. Os mortos não estão mortos.” Exc…

o feitiço do jongo

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O jongo, ou caxambu é um ritmo que teve suas origens na região africana do Congo-Angola. Chegou ao Brasil-Colônia com os negros de origem bantu trazidos como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
A demanda por mão-de-obra para o trabalho na mineração e nas fazendas de café intensificou o tráfico negreiro. Com a decadência econômica de outras regiões do país, uma massa imensa de escravos imigrou para o Sudeste onde, em alguns momentos, mais da metade da população era formada por africanos, a maioria de ascendência bantu.
A influência da nação bantu foi fundamental na formação da cultura brasileira.
Para acalmar a revolta e o sofrimento dos negros com a escravidão e distrair o tédio dos brancos, os donos das isoladas fazendas de café permitiam que seus escravos dançassem o jongo nos dias dos santos católicos.
Para esses negros africanos e seus filhos, o jongo era um dos ún…

flores no fundo da podridão

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ou seja: o que é isso que nos move a despeito do desespero de desconhecido, das amalias, do desentendimento do corpo com a matéria, o que é q nos impulsiona a tentar seguir a buscar a despeito de tudo, o que nos leva a tentar? mesmo com redemoinho, falta de recursos, com chuva e vento muito forte, bombinhas de são joão, a desincerteza????? o que nos impulsiona talvez seja a vontade de ver concretizando-se sonhos musicais, sonhos artísticos, morais e cívicos...........
pra ver flores crescendo do fundo da podridão.



nesse sábado tem lançamento do cumbuca musical no café conosco, no pelourinho em salvador....... o café fica na rua da ordem terceira, nº 4 ... o cumbuca é uma parceria do Vira Saia com o Café Conosco .................