Mostrando postagens com marcador bahia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bahia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ojá Afro Funk Jazz é selecionada para a Incubadora Sonora 2017

Com o grupo OJÁ Afro.Funk.Jazz fomos selecionados para o projeto Incubadora Sonora . Além de nós, estão participando mais 9 grupos de música de alguns territorios culturais da grande salvador. Este é o terceiro ano do projeto. Estamos passando por uma fase de capacitação com oficinas relacionadas à produção musical, como audiovisual, cenário, fotografia, etc. Juntos, criando o conceito para os shows.


Incubadora Sonora. 2017. Salvador Bahia. Música independente

:: RESULTADO OFICIAL da 
#IncubadoraSonora2017! Os GRUPOS SELECIONADOS foram:
[TCI - Território Cultural Cidade Baixa e Ilhas]
>> Selecionados:
- Maus Elementos
- Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes
> Suplentes:
1º Varal de Cordel
2º Ichigo Reis
[TCP - Território Cultural Cabula / Tancredo Neves e Pau da Lima]
>> Selecionados:
- Ojá
- Coquetel Banda Larga
> Suplentes:
1º Ramires Ax
2º Três um Só
[TPI Território Cultural Barra / Pituba e Itapuã / Ipitanga]
>> Selecionados:
- Deborah luz
- Mensageiros do Vento
> Suplentes:
1º Exoesqueleto
2º Moinho de Vento
[TVC Território Cultural Valéria e Cajazeiras]
>> Selecionados:
- Neila Kadhí
- Mc Dyou
> Suplentes:
1º Som de Crioulas
2º Bonsuet
[TLC Território Cultural Liberdade / São Caetano e Centro / Brotas]
>> Selecionados:
- Ana Luisa Barral
- Zuhri73
> Suplentes:
1º Jahfreeka Soul
2º Preto Sábio
A equipe de produção decidiu durante a seleção, abrir espaço para participação na segunda etapa do projeto (capacitação/oficinas) para dois grupos por território, sendo que somente durante o transcorrer desta etapa será avaliado qual grupo irá passar para a terceira etapa (produção: gravação da coletânea, ensaio fotográfico). Mesmo não passando para a terceira etapa, o grupo que ficar em segundo lugar também será convidado a participar do show de divulgação do Território.
#amplifiqueseumundo #resultado #bandas #musica #salvador #bahia






Primeiro dia da @incubadorasonora !!!
Oficina de Vídeo com Ted Ferreira!



Composição de Homem Negro. Refrão de Mo Maiê (Zumbi Rei)
Ficha técnica:
Vocal: Homem Negro
Metais: Nicolás Larraín, Mo Maiê e Danilo Martinez
Guitarra: Samuel de Jesus Borges
Baixo: Inácio Lima
Percussao: Jorgelina Oliva e Nicolás Larraín
Bateria: Júlio Santa
Backing Vocal: Allê carvalho
Gravado e mixado por Samuel de Jesus Borges no Estudio Parque do Som, dezembro de 2015
Salvador da Bahia
©

<iframe width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/238802812&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true"></iframe>

I Encontro de Samba de Roda em Tubarão


I Encontro de Samba de Roda de Tubarão. Bahia.
O Grupo A Corda Samba de Roda convida você e sua família a participar do 1º Encontro de Samba de Roda de Tubarão onde vivenciaremos o saber popular através da celebração do samba de roda, no encontro entre personalidades da comunidade, mestras e mestres sambadores, além de convidadas muito especiais.

domingo, 9 de abril de 2017

Procesos Corpo Kalunga Reconvexo

Estou há alguns dias aquí em Cachoeira no labDança, uma proposta de pesquisa e experimentação de procesos de criação entre performance, video arte e mapping.

O trabalho começou com coleta de imagens que servissem de tradução de conceitos da filosofía bantú.

Os quatro ciclos da mandala da vida para os bantú e bakongo.

Criação, Nascimento, Amadurecimento e Morte.

O corpo Kalunga é um corpo à deriva, um corpo que navega entre os espaços urbanos, espaços de beira-mar. O corpo que tem a força do caçador, que concentra sua energia para observar e lança a intenção quando solta  a flecha.

Com o artista carioca Pablo Pablo, estamos criando pacotes visuais para cada um dos ciclos. Imagens que respeitam a circularidade da vida. Imagens que se conectam com os océanos pelos quais navegamos.

O espaço escolhido para a projeção foi um espaço liminar do centro de Cachoeira. Uma rua considerada desconsiderada como espaço aceito, espaço marginal. Rua das putas e vendedores de drogas, ao lado do cais do Rio Paraguassu.

Projetar nas fachadas é ressignificar  a fachada do prédio, abraçar sua marginalidade. E fazer o chamado para que o espaço público seja visto com outros olhares, com outras miradas.

A linha de Kalunga é um espaço de trânsito das energías de criação. Dos procesos criativos.

A imagem digital projetada na fachada cria nova vida durante a  performance, que se assume como política.

A performance corporal proposta é  trazer corpos para se mover em frente à projeção, explorando a espacialidade da fachada, a interação com a imagen refletida e uma rede de pesca.

A ideia de trabalhar com a rede também surge de uma inspiração do mundo ribeirinho e da beira-mar. Mas também propõe a discussão acerca do conceito de metalinguagem da rede imaterial que nos propõe as realidades virtuais e as redes da comunidade, dos procesos de comunicação e interação, as redes de criação.

Durante o proceso de criação das imagens a ser projetadas, caminos de caos tecnológico, nos levando a aceitar a condição do intante-já da projeção feita ao vivo, sem a criação de uma obra estática e fechada.

A projeção live nos permitirá trabalhar com repertorio de improvisação, entre a música, as imagens, o texto e a performance dos movimentos interagindo com a rede de pesca.

O corpo Kalunga clama por sua alma. Entre os artistas presentes na residência do festival, vem Vigas aportar fragmentos de imagens de sua obra “Alma”, que trata de um diálogo entre a ancestralidade e as novas tecnologias. Em uma das imagens de Alma, em que o artista traduz a imagem-conceito “Navio Negreiro”, objeto simbólico para os caminhos que se inter-cruzam através da linha de Kalunga, percebi a possibilidade de um diálogo entre as obras. Corpo Kalunga e Alma. Construído a partir de imagens em preto e branco, as imagens de “Alma” me impactaram sobretudo pelo efeito e a sensação geradas a partir de imagens pós modernas digitais manipuladas mas com teor de organismo e movimento. 

As janelas da fachada são recriadas com recortes de imagens, que se interpõem com imagens maiores dos fundos.

As janelas nos levam para outros universos.


A trilha sonora foi criada pelo artista soteropolitano Edbras Brasil.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Corpo Kalunga no Festival Reconvexo

Mo Maiê lança Corpo Kalunga no Festival Reconvexo de Video-projeções mapeadas

Semana que vem tem lançamento da experiência "Corpo Kalunga", na programação do  Reconvexo Latino América II Festival de Vídeo-projeções mapeadas, festival pioneiro de videomapping no Brasil, em Cachoeira (BA). 

Corpo Kalunga é uma experiência que une música + performance + video arte, feita em parceria comEdbrass Brass (trilha sonora original) e Loli C. Mota(videofotografia). No dia 9 de abril, pelas ruas de Cachoeira (BA). 

Venha! #corpoKalunga#CorpoKalunga #cosmogramaBantu


ReconvexoLAB 


Laboratório de criação e experimentação em arte e tecnologiaComo abril é o mês da dança na Bahia, nesta primeira edição do ReconvexoLAB teremos um laboratório de desenvolvimento de projetos de vídeo-projeção que apresentem interseção com a dança e seus desdobramentos. O LAB é um espaço voltado para estimular a criação, a produção e a experimentação artística. Durante uma semana alguns artistas terão a oportunidade de trocar idéias e experiências, participar de atividades teóricas e práticas e poderão trabalhar em seus próprios projetos auxiliados por uma equipe de suporte técnico-artístico oferecido pelo Reconvexo.

Dentro da programação da semana teremos atividades de Formação Teórica com Ludmila Pimentel (Professora Doutora UFBA) e o Elétrico: Grupo de Pesquisa em Cyberdança, Workshop de dança e Roda de Conversa com Maciej Rozalski (Professor Pós-doutor CECULT – UFRB). Suporte técnico-artístico e de finalização com o Cosmografista - Pablo Pablo (Rio de Janeiro) e com a artista visuaAndressa Costa (VJ A_Maria – UFRB). Auxílio nas edições/composições de imagens com os alunos do mestrado PPGDAN-UFBA - Caio Araujo e Ryan Lebrão (Elétrico).

Ludmila Pimentel
Professora Adjunto IV, Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em Dança e Professora Colaboradora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais – Universidade Federalda Bahia (UFBA). Líder do Elétrico - Grupo de Pesquisa em Ciberdança (CNPq).  Experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Visuais, Intermidias, Performance, e Vídeo-dança, atuando principalmente nos seguintes temas: Dança e Tecnologias Digitais, Performance, Criação Coreográfica com softwares, Ciberdança e Corpo e Tecnologia.
Doutorado em Artes Visuais e Intermidias - Universidade Politécnica de Valencia, Espanha (2008), Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (2000). Especialização em Coreografia pela Universidade Federal da Bahia (1995). Graduação em Licenciatura em Dança pela UFBA (1994) e Dançarina Profissional pela UFBA (1995).
Maciej Rożalski
Doutor Maciej Rożalski é antropólogo e artista na área das artes cênicas. Na perspectiva de pesquisas usa os estudos performáticos, antropologia teatral e estudos culturais. Tem experiência na área de estudos performáticos, antropologia moderna, filosofia, teatro, dança e antropologia de teatro.
Professor Adjunto no CECULT UFRB na área de Design de Espetáculo. Pós-doutor no Programa POSAFRO - Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos - UFBA.  Possui doutorado em Antropologia e Teoria de Arte pelo Instituto de Arte, Academia das Ciências da Polônia (2010) (www.ispan.pl). Mestrado - Instituto de Filosofia da Universidade de Varsóvia.

domingo, 26 de março de 2017

O frevo e a Capoeira: Origens

Capoeira & Frevo
Alguma vez já passou por sua cabeça que o frevo e a capoeira têm alguma coisa em comum?
O frevo nasceu entre o final do século XIX e início do século XX, em Recife e Olinda (Pernambuco), época em que a capoeira foi proibida na região, vista como uma prática marginal, como mostra o recorte de uma publicação da época do Diário de Pernambuco (edição de 15 de dezembro de 1864), em que se transcreve um ofício do coronel comandante das armas:
"Pelo reprovado costume adotado pelos escravos nesta cidade, de acompanharem as músicas militares, dando a uma ou a outra vivas e morras, apareceram desagradáveis conflitos e isto há muito. Ontem, o partidista de uma dessas músicas - Melquíades - preto, escravo, deu, no meio dos gritos de um e outro lado, uma facada no pardo, também escravo Elias, dizendo-se ser o ofensor partidista de uma das músicas e ofensor de outra." 
De origem afrobrasileira, como não poderia deixar de ser, essa riquíssima manifestação surgiu do encontro da música com a dança nas comemorações carnavalescas. Era antes um ritmo musical, fusão entre maxixes, dobrados e as clássicas marchinhas. Era quente, botava o povo para ferver, "frever":
"Efervecência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas como pelo Carnaval" (recorte do livro "Vocabulário Pernambucano", de Pereira da Costa) 


Vocabulário Pernambucano
Pedro Abib, em seu texto "Festa, Capoeira, Frevo e Samba" diz que: "O frevo, que ao que tudo indica, surgiu a partir dos blocos carnavalescos do Recife e Olinda, no início do século XX, onde a rivalidade entre essas agremiações, fazia com que houvesse o enfrentamento entre elas, quando os caminhos se cruzavam durante a festa. Por isso, a necessidade de haver valentões dispostos a esses enfrentamentos – geralmente capoeiristas, que iam à frente desses cordões e, ao som das orquestras de metais e percussão, evoluíam com seus passos ágeis e coreografias bem desenhadas, dando origem à essa dança tão popular no carnaval de Recife e Olinda."
Durante os desfiles de carnaval, era costume que capoeiristas abrissem o caminho para que a bandinha instrumental passasse entre os foliões. Daí que vários golpes de capoeira foram incorporados na dança, que é uma das mais complexas que tenho notícias no Brasil, e possui mais de cem passos, sendo necessário bastante condicionamento físico e habilidade para ser executada. Os mais conhecidos destes Rabo de Arraia, Locomotiva, Dobradiça, Fogareiro, Capoeira, Tesoura, Mola, Ferrolho e Parafuso.
Outro elemento estético do atual frevo que teve sua origem na capoeiragem, foram as sombrinhas que outrora eram velhos guarda-chuvas rasgados, usados pelos capoeiristas como arma de ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida. Com o passar do tempo, os guarda.chuvas foram se transformando em pequenas sombrinhas coloridas.
Junior Viegas, professor no Paço do Frevo e da Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, conta em entrevista realizada pelo "Diário de Pernambuco" que "o início do frevo se confunde com o uso das sombrinhas, antes usadas em tamanho natural durante as evoluções. A sombrinha começou a ser usada pelos 'capoeiras', homens que acompanhavam as saídas das bandas militares no carnaval do Recife no fim do século 19. Esses objetos eram usados como arma de ataque e defesa e o frevo, como dança, surgiu a partir desses homens pobres e taxados de violentos. Os foliões começaram a imitar os movimentos dos capoeiras, que abriam caminho para as bandas e enganavam a polícia com seus passos. Dessa forma, surgiram os princípios do frevo”.
Hoje em dia o frevo é considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Unesco, tornou-se símbolo da folia pernambucana. 
Mas é muito importante olharmos para suas origens para perceber que nem sempre foi uma dança de pessoas com roupas brilhantes e sombrinhas coloridas. Sua origem foi liminar. Foi resistência e necessidade de extravasar uma vida de exclusão e marginalidade do povo negro, do povo da capoeira.
Capoeira é dança, é luta, é arma de empoderamento e resistência. Sua história se desenhou pelo Brasil afora, contribuindo para transformação e a construção da identidade de cada região do país.
Ainda hoje existem rodas de capoeira e frevo em Pernambuco, um dos estados mais importantes para a capoeiragem brasileira.

O que tocar a gente freva!
            

FONTES:

http://portalcapoeira.com/capoeira/cronicas-da-capoeiragem/festa-capoeira-frevo-e-samba
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2014/11/26/internas_viver,545255/capoeira-se-une-ao-frevo-e-agora-tambem-e-patrimonio-cultural-imaterial-da-humanidade.shtml
http://centroculturaldecapoeiracorpolivre.blogspot.com.br/2014/02/a-relacao-do-frevo-com-capoeira_28.html
http://canalcurta.tv.br/pt/filme/?name=frevo_e_capoeira
http://www.infoescola.com/danca/frevo/
http://portalcapoeira.com/capoeira/publicacoes-e-artigos/capoeira-a-frevo-savate-e-mestre-artur-emidio
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=442



sexta-feira, 24 de março de 2017

MULHER, IDENTIDADE, RESISTÊNCIA E CULTURA: Dia 26/03 no Dique do Tororó

Mulher , Identidade , Resistência e Cultura no Dique do Tororó

Nesse domingo dia 26 de março estarei facilitando a experiência "Corpo, Cantos e Ritmos Afrobrasileiros" no evento realizado pelo grupo feminino Maracatu Ventos de Ouro, da cidade de Salvador.


Abaixo o convite:

Continuando as homenagens as mulheres encerraremos o mês de março com o evento "Mulher , Identidade , Resistência e Cultura" e o Maracatu Ventos de Ouro convida a todxs para participar desta ação que acontecerá no dique do Tororó a partir das 9h. Na programação teremos oficinas, apresentações de cultura popular e pra encerrar essa linda festa cortejaremos ao som dos tambores do Maracatu Ventos de Ouro.

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS ! 
Esperamos por todxs ;) 

PROGRAMAÇÃO:

DIA: 26/03/2016
LOCAL: Dique do Tororó
Horário - Inicio das atividades 9h

OFICINA DE DANÇA - 9H
Trabalhando a integração e expressão corporal com Thaiz Gouveia

OFICINA DE CORPO, CANTOS E RITMOS AFROBRASILEIROS - 9:30
Trabalhando estudos de ritmos e consciência da corporeidade inerentes ao samba de roda e ao jongo, em conexão com conceitos da filosofia bantu com Mo Maiê

OFICINA DE CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS COM MATERIAL RECICLADO - 9:30
(Para as crianças )
É preciso trazer :
- garrafas pets 
- tesoura sem ponta 
- papelão 

OFICINA DE TURBANTE - 10h 
(Traga seu echarpe, lenço, canga ou corte de tecido e venha fazer seu próprio turbante ) 

Cortejo Maracatu Ventos de Ouro - 11h 

PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÕES