Com o grupo OJÁ Afro.Funk.Jazz fomos selecionados para o projeto Incubadora Sonora . Além de nós, estão participando mais 9 grupos de música de alguns territorios culturais da grande salvador. Este é o terceiro ano do projeto. Estamos passando por uma fase de capacitação com oficinas relacionadas à produção musical, como audiovisual, cenário, fotografia, etc. Juntos, criando o conceito para os shows.
Incubadora Sonora. 2017. Salvador Bahia. Música independente
:: RESULTADO OFICIAL da #IncubadoraSonora2017! Os GRUPOS SELECIONADOS foram: [TCI - Território Cultural Cidade Baixa e Ilhas] >> Selecionados: - Maus Elementos - Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes > Suplentes: 1º Varal de Cordel 2º Ichigo Reis [TCP - Território Cultural Cabula / Tancredo Neves e Pau da Lima] >> Selecionados: - Ojá - Coquetel Banda Larga > Suplentes: 1º Ramires Ax 2º Três um Só [TPI Território Cultural Barra / Pituba e Itapuã / Ipitanga] >> Selecionados: - Deborah luz - Mensageiros do Vento > Suplentes: 1º Exoesqueleto 2º Moinho de Vento [TVC Território Cultural Valéria e Cajazeiras] >> Selecionados: - Neila Kadhí - Mc Dyou > Suplentes: 1º Som de Crioulas 2º Bonsuet [TLC Território Cultural Liberdade / São Caetano e Centro / Brotas] >> Selecionados: - Ana Luisa Barral - Zuhri73 > Suplentes: 1º Jahfreeka Soul 2º Preto Sábio A equipe de produção decidiu durante a seleção, abrir espaço para participação na segunda etapa do projeto (capacitação/oficinas) para dois grupos por território, sendo que somente durante o transcorrer desta etapa será avaliado qual grupo irá passar para a terceira etapa (produção: gravação da coletânea, ensaio fotográfico). Mesmo não passando para a terceira etapa, o grupo que ficar em segundo lugar também será convidado a participar do show de divulgação do Território. #amplifiqueseumundo#resultado#bandas#musica#salvador#bahia
Primeiro dia da @incubadorasonora !!! Oficina de Vídeo com Ted Ferreira!
Composição de Homem Negro. Refrão de Mo Maiê (Zumbi Rei) Ficha técnica: Vocal: Homem Negro Metais: Nicolás Larraín, Mo Maiê e Danilo Martinez Guitarra: Samuel de Jesus Borges Baixo: Inácio Lima Percussao: Jorgelina Oliva e Nicolás Larraín Bateria: Júlio Santa Backing Vocal: Allê carvalho Gravado e mixado por Samuel de Jesus Borges no Estudio Parque do Som, dezembro de 2015 Salvador da Bahia
O Grupo A Corda
Samba de Roda convida você e sua família a participar do 1º Encontro de Samba de Roda de Tubarão onde vivenciaremos o saber
popular através da celebração do samba de roda, no encontro entre
personalidades da comunidade, mestras e mestres sambadores, além de convidadas
muito especiais.
Estou
há alguns dias aquí em Cachoeira no labDança, uma proposta de pesquisa e
experimentação de procesos de criação entre performance, video arte e mapping.
O
trabalho começou com coleta de imagens que servissem de tradução de conceitos
da filosofía bantú.
Os
quatro ciclos da mandala da vida para os bantú e bakongo.
Criação,
Nascimento, Amadurecimento e Morte.
O
corpo Kalunga é um corpo à deriva, um corpo que navega entre os espaços
urbanos, espaços de beira-mar. O corpo que tem a força do caçador, que
concentra sua energia para observar e lança a intenção quando soltaa flecha.
Com
o artista carioca Pablo Pablo, estamos criando pacotes visuais para cada um dos
ciclos. Imagens que respeitam a circularidade da vida. Imagens que se conectam
com os océanos pelos quais navegamos.
O
espaço escolhido para a projeção foi um espaço liminar do centro de Cachoeira.
Uma rua considerada desconsiderada como espaço aceito, espaço marginal. Rua das
putas e vendedores de drogas, ao lado do cais do Rio Paraguassu.
Projetar
nas fachadas é ressignificara fachada
do prédio, abraçar sua marginalidade. E fazer o chamado para que o espaço
público seja visto com outros olhares, com outras miradas.
A
linha de Kalunga é um espaço de trânsito das energías de criação. Dos procesos
criativos.
A
imagem digital projetada na fachada cria nova vida durante aperformance, que se assume como política.
A
performance corporal proposta étrazer
corpos para se mover em frente à projeção, explorando a espacialidade da
fachada, a interação com a imagen refletida e uma rede de pesca.
A
ideia de trabalhar com a rede também surge de uma inspiração do mundo
ribeirinho e da beira-mar. Mas também propõe a discussão acerca do conceito de
metalinguagem da rede imaterial que nos propõe as realidades virtuais e as
redes da comunidade, dos procesos de comunicação e interação, as redes de
criação.
Durante
o proceso de criação das imagens a ser projetadas, caminos de caos tecnológico,
nos levando a aceitar a condição do intante-já da projeção feita ao vivo, sem a
criação de uma obra estática e fechada.
A
projeção live nos permitirá trabalhar com repertorio de improvisação, entre a
música, as imagens, o texto e a performance dos movimentos interagindo com a
rede de pesca.
O
corpo Kalunga clama por sua alma. Entre os artistas presentes na residência do
festival, vem Vigas aportar fragmentos de imagens de sua obra “Alma”, que trata
de um diálogo entre a ancestralidade e as novas tecnologias. Em uma das imagens
de Alma, em que o artista traduz a imagem-conceito “Navio Negreiro”, objeto
simbólico para os caminhos que se inter-cruzam através da linha de Kalunga,
percebi a possibilidade de um diálogo entre as obras. Corpo Kalunga e Alma.
Construído a partir de imagens em preto e branco, as imagens de “Alma” me
impactaram sobretudo pelo efeito e a sensação geradas a partir de imagens pós
modernas digitais manipuladas mas com teor de organismo e movimento.
As
janelas da fachada são recriadas com recortes de imagens, que se interpõem com
imagens maiores dos fundos.
As
janelas nos levam para outros universos.
A
trilha sonora foi criada pelo artista soteropolitano Edbras Brasil.
Corpo Kalunga é uma experiência que une música + performance + video arte, feita em parceria comEdbrass Brass (trilha sonora original) e Loli C. Mota(videofotografia). No dia 9 de abril, pelas ruas de Cachoeira (BA).
Laboratório de criação e experimentação em arte e tecnologia. Como abril é o mês da dança na Bahia, nesta primeira edição do ReconvexoLAB teremos um laboratório de desenvolvimento de projetos de vídeo-projeção que apresentem interseção com a dança e seus desdobramentos. O LAB é um espaço voltado para estimular a criação, a produção e a experimentação artística. Durante uma semana alguns artistas terão a oportunidade de trocar idéias e experiências, participar de atividades teóricas e práticas e poderão trabalhar em seus próprios projetos auxiliados por uma equipe de suporte técnico-artístico oferecido pelo Reconvexo.
Dentro da programação da semana teremos atividades de Formação Teórica com Ludmila Pimentel (Professora Doutora UFBA) e o Elétrico: Grupo de Pesquisa em Cyberdança, Workshop de dança e Roda de Conversa com Maciej Rozalski (Professor Pós-doutor CECULT – UFRB).Suporte técnico-artístico e de finalização com o Cosmografista - Pablo Pablo (Rio de Janeiro) e com a artista visual Andressa Costa (VJ A_Maria – UFRB). Auxílio nas edições/composições de imagens com os alunos do mestrado PPGDAN-UFBA - Caio Araujo e Ryan Lebrão (Elétrico).
Ludmila Pimentel
Professora Adjunto IV, Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em Dança e Professora Colaboradora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais – Universidade Federalda Bahia (UFBA). Líder do Elétrico - Grupo de Pesquisa em Ciberdança (CNPq). Experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Visuais, Intermidias, Performance, e Vídeo-dança, atuando principalmente nos seguintes temas: Dança e Tecnologias Digitais, Performance, Criação Coreográfica com softwares, Ciberdança e Corpo e Tecnologia.
Doutorado em Artes Visuais e Intermidias - Universidade Politécnica de Valencia, Espanha (2008), Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (2000). Especialização em Coreografia pela Universidade Federal da Bahia (1995). Graduação em Licenciatura em Dança pela UFBA (1994) e Dançarina Profissional pela UFBA (1995).
Maciej Rożalski
Doutor Maciej Rożalski é antropólogo e artista na área das artes cênicas. Na perspectiva de pesquisas usa os estudos performáticos, antropologia teatral e estudos culturais. Tem experiência na área de estudos performáticos, antropologia moderna, filosofia, teatro, dança e antropologia de teatro.
Professor Adjunto no CECULT UFRB na área de Design de Espetáculo. Pós-doutor no Programa POSAFRO - Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos - UFBA. Possui doutorado em Antropologia e Teoria de Arte pelo Instituto de Arte, Academia das Ciências da Polônia (2010) (www.ispan.pl). Mestrado - Instituto de Filosofia da Universidade de Varsóvia.
Alguma vez já passou por sua cabeça que o frevo e a capoeira têm alguma coisa em comum?
O frevo nasceu entre o final do século XIX e início do século XX, em Recife e Olinda (Pernambuco), época em que a capoeira foi proibida na região, vista como uma prática marginal, como mostra o recorte de uma publicação da época do Diário de Pernambuco (edição de 15 de dezembro de 1864), em que se transcreve um ofício do coronel comandante das armas:
"Pelo reprovado costume adotado pelos escravos nesta cidade, de acompanharem as músicas militares, dando a uma ou a outra vivas e morras, apareceram desagradáveis conflitos e isto há muito. Ontem, o partidista de uma dessas músicas - Melquíades - preto, escravo, deu, no meio dos gritos de um e outro lado, uma facada no pardo, também escravo Elias, dizendo-se ser o ofensor partidista de uma das músicas e ofensor de outra."
De origem afrobrasileira, como não poderia deixar de ser, essa riquíssima manifestação surgiu do encontro da música com a dança nas comemorações carnavalescas. Era antes um ritmo musical, fusão entre maxixes, dobrados e as clássicas marchinhas. Era quente, botava o povo para ferver, "frever":
"Efervecência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas como pelo Carnaval" (recorte do livro "Vocabulário Pernambucano", de Pereira da Costa)
Vocabulário Pernambucano
Pedro Abib, em seu texto "Festa, Capoeira, Frevo e Samba" diz que: "O frevo, que ao que tudo indica, surgiu a partir dos blocos carnavalescos do Recife e Olinda, no início do século XX, onde a rivalidade entre essas agremiações, fazia com que houvesse o enfrentamento entre elas, quando os caminhos se cruzavam durante a festa. Por isso, a necessidade de haver valentões dispostos a esses enfrentamentos – geralmente capoeiristas, que iam à frente desses cordões e, ao som das orquestras de metais e percussão, evoluíam com seus passos ágeis e coreografias bem desenhadas, dando origem à essa dança tão popular no carnaval de Recife e Olinda."
Durante os desfiles de carnaval, era costume que capoeiristas abrissem o caminho para que a bandinha instrumental passasse entre os foliões. Daí que vários golpes de capoeira foram incorporados na dança, que é uma das mais complexas que tenho notícias no Brasil, e possui mais de cem passos, sendo necessário bastante condicionamento físico e habilidade para ser executada. Os mais conhecidos destes Rabo de Arraia, Locomotiva, Dobradiça, Fogareiro, Capoeira, Tesoura, Mola, Ferrolho e Parafuso.
Outro elemento estético do atual frevo que teve sua origem na capoeiragem, foram as sombrinhas que outrora eram velhos guarda-chuvas rasgados, usados pelos capoeiristas como arma de ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida. Com o passar do tempo, os guarda.chuvas foram se transformando em pequenas sombrinhas coloridas.
Junior Viegas, professor no Paço do Frevo e da Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, conta em entrevista realizada pelo "Diário de Pernambuco" que "o início do frevo se confunde com o uso das sombrinhas, antes usadas em tamanho natural durante as evoluções. A sombrinha começou a ser usada pelos 'capoeiras', homens que acompanhavam as saídas das bandas militares no carnaval do Recife no fim do século 19. Esses objetos eram usados como arma de ataque e defesa e o frevo, como dança, surgiu a partir desses homens pobres e taxados de violentos. Os foliões começaram a imitar os movimentos dos capoeiras, que abriam caminho para as bandas e enganavam a polícia com seus passos. Dessa forma, surgiram os princípios do frevo”.
Hoje em dia o frevo é considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Unesco, tornou-se símbolo da folia pernambucana.
Mas é muito importante olharmos para suas origens para perceber que nem sempre foi uma dança de pessoas com roupas brilhantes e sombrinhas coloridas. Sua origem foi liminar. Foi resistência e necessidade de extravasar uma vida de exclusão e marginalidade do povo negro, do povo da capoeira.
Capoeira é dança, é luta, é arma de empoderamento e resistência. Sua história se desenhou pelo Brasil afora, contribuindo para transformação e a construção da identidade de cada região do país.
Ainda hoje existem rodas de capoeira e frevo em Pernambuco, um dos estados mais importantes para a capoeiragem brasileira.
Mulher , Identidade , Resistência e Cultura no Dique do Tororó
Nesse domingo dia 26 de março estarei facilitando a experiência "Corpo, Cantos e Ritmos Afrobrasileiros" no evento realizado pelo grupo feminino Maracatu Ventos de Ouro, da cidade de Salvador.
Abaixo o convite:
Continuando as homenagens as mulheres encerraremos o mês de março com o evento "Mulher , Identidade , Resistência e Cultura" e o Maracatu Ventos de Ouro convida a todxs para participar desta ação que acontecerá no dique do Tororó a partir das 9h. Na programação teremos oficinas, apresentações de cultura popular e pra encerrar essa linda festa cortejaremos ao som dos tambores do Maracatu Ventos de Ouro.
TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS !
Esperamos por todxs ;)
PROGRAMAÇÃO:
DIA: 26/03/2016
LOCAL: Dique do Tororó
Horário - Inicio das atividades 9h
OFICINA DE DANÇA - 9H
Trabalhando a integração e expressão corporal com Thaiz Gouveia
OFICINA DE CORPO, CANTOS E RITMOS AFROBRASILEIROS - 9:30
Trabalhando estudos de ritmos e consciência da corporeidade inerentes ao samba de roda e ao jongo, em conexão com conceitos da filosofia bantu com Mo Maiê
OFICINA DE CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS COM MATERIAL RECICLADO - 9:30
(Para as crianças )
É preciso trazer :
- garrafas pets
- tesoura sem ponta
- papelão
OFICINA DE TURBANTE - 10h
(Traga seu echarpe, lenço, canga ou corte de tecido e venha fazer seu próprio turbante )