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domingo, 5 de outubro de 2014

A lei griot no Brasil

GRIÔ é uma palavra abrasileirada que vem de "griot", da língua francesa, que traduz a palavra Dieli (Jéli ou Djeli), que significa o sangue que circula, na língua bamanan habitante do território do antigo império Mali que hoje está dividido entre vários países do noroeste da África.
Na tradição oral do noroeste da ÁFRICA, o griô é um(a) caminhante, cantador(a), poeta, contador(a) de histórias, genealogista, artista, comunicador(a) tradicional, mediador(a) político(a) da comunidade.
 
Senegal. Chef Indigène et son Griot.
 
 
Ele(a) é o sangue que circula os saberes e histórias, mitos, lutas e glórias de seu povo, dando vida à rede de transmissão oral de sua região e país.
O Griô é um guardião da memória e da história oral de um povo ou comunidade, são líderes que têm a missão ancestral de receber e transmitir os ensinamentos das e nas comunidades. A palavra é sagrada e, portanto,  valorizada num processo ancestral como fio condutor entre as gerações e culturas. Neste contexto também assim são considerados sagrados os Griôs  enquanto mantenedores dessas culturas. O ser Griô é ritualístico, sua vida é  formada por uma preparação onde ele tem o dever de escutar por um determinado tempo, o que para aquela comunidade é sagrado, e posteriormente transmitir esses ensinamentos.
Abaixo, um texto sobre a Ação Griô Nacional e a Lei Griot, no Brasil >>>
 
A Ação Griô Nacional é uma ação compartilhada no âmbito do Ministério da Cultura através da Secretaria de Cidadania Cultural, SCC-MinC e o Ponto de Cultura Grãos de Luz, de Lençóis, na Bahia, visa a preservação das tradições orais das comunidades e a valorização dos Griôs, Mestres e Aprendizes enquanto patrimônio cultural Brasileiro. A Lei Griô propõe uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, em diálogo com a educação formal, para promover o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro, por meio do reconhecimento político, econômico e sociocultural dos griôs e das griôs –  mestres e mestras da tradição oral. O projeto é acompanhado por uma proposta de um programa nacional, a ser instituído, regulamentado e implantado no âmbito do Ministério da Cultura e do Sistema Nacional de Cultura (SNC). “Estamos construindo uma política pública de transmissão dos saberes e fazeres orais”, explica o coordenador da Ação Griô Nacional, Márcio Caires.